Andreia e Marilena nos enviaram este artigo de Sérgio de Sá publicado no Metrópoles.
Autor: Ana E Brandalise
O Perfume da Folha de Chá
Nome: O Perfume da Folha de Chá |
Resumo da reunião do dia 14 junho 2018
feito por Vera Correa
Presenças: Ana Brandalise, Ana Lima, Andreia, Andyara, Bia Dornelles, Karla, Inocência, Maria Célia, Marilena, Marília, Masumi, Regina Moura, Renilda, Rosete, T Acioly, Vera e Zezé. Continuar lendo
O Perfume da Folha de Chá- Fotos do encontro
Imersão no universo e na obra de Guimarães Rosa
Por Vera Guimarães Correa
Maio/Junho de 2018
Nasci na boca do sertão, em Sete Lagoas, MG, pertinho de Cordisburgo e Paraopeba, terra de meu pai.
Ainda na infância, ouvia falar de escritor da região, o Guimarães Rosa, nosso parente distante. No curso de Letras, passamos por ele, que achei difícil. Alguns anos e várias tentativas depois, me apaixonei por sua escrita.
Mas a definitiva descoberta aconteceu quando OUVI textos dele. G. Rosa se revela na oralidade.
Nesses links abaixo estão meus primeiros contatos com narração de seus textos, o relato de Dôra Guimaraes sobre essa atividade de contar histórias e um breve registro da vinda dela ao nosso clube de leitura.
http://primeirafonte.blogspot.com/2011/08/pindorama-10-0-0-s-55-0-0-w_10.html
https://livroseraquetes.wordpress.com/2013/11/28/guimaraes-rosa-na-voz-de-dora-guimaraes/#more-749
Fiz outras tentativas de OUVIR G. Rosa. Quis ir a alguma Semana Roseana que ocorre todos os anos em julho, lá em Cordisburgo. http://www.museus.gov.br/a-crianca-na-obra-de-guimaraes-rosa/
Mas é difícil encontrar acomodação nessa época e acabei desistindo.
Até que recentemente vi numa página do facebook, a Paleta Cultural, uma “empresa de turismo educacional”, que eles estavam organizando esse evento a que fui. Assisti a alguns vídeos na página, me interessei e me inscrevi. No dia 31 de maio me juntei aos organizadores, professores e cerca de 60 alunos do Sistema Anglo de Ensino, de SP.
A cada dia, saíamos das pousadas para caminhadas eco literárias, parando em lugar significativo e pertinente ao trecho a ser narrado, como, por exemplo, a estação ferroviária, um “retiro” (pequeno sitio), um riacho, uma árvore, uma capela, uma formação rochosa… O grupo de professores era formado por um geólogo, um biólogo, um professor de História, mais um especializado em arte e um professor de literatura.
Nessa altura, já estávamos acompanhados do grupo Caminhos do Sertão, formado por narradores, atores, poetas, cantores e compositores locais, três rapazes e três moças, especializados na obra de G. Rosa. Vejam a página desse grupo no facebook e aqui https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=5&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjqpebD4LrbAhXEhpAKHRaDD3EQFgg8MAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.cordisnoticias.com.br%2F2017%2F05%2Fgrupo-caminhos-do-sertao-e-as.html&usg=AOvVaw2-JdcFiixtaTDf6zwvVTWS e em outros resultados de pesquisa no google.
Cada trecho narrado era precedido de uma breve contextualização, ora feita pelo mentor do grupo de narradores, ora por algum professor, dependendo do caso.
Aí começava o encantamento: o violeiro tocava e cantava uma canção alusiva ao texto, seja do nosso cancioneiro ou composta por ele, e entrava o narrador.
Difícil explicar a magia de ouvir G. Rosa. Quem teve a oportunidade de estar com Dora Guimaraes tem uma ideia do que seja. Agora imaginem isso acontecendo no ambiente verdadeiro onde se passaram esses casos! Ríamos e chorávamos!
Ainda tivemos a oportunidade de acompanhar a encenação de SARAPALHA, a mesma que o grupo levou a São Paulo recentemente. https://www.cordisnoticias.com.br/2018/05/caminhos-do-sertao-se-apresenta-em-sao.html
Foram três dias de caminhadas por trilhas, poeirão, estradinhas, subidas e descidas, beira de córregos.
Já me sinto satisfeita e pronta para, daqui para a frente, ler G. Rosa ouvindo as vozes, sotaque e inflexões de crianças, coronéis, vaqueiros, roceiros, romeiros, curandeiros, loucos, fracos, mulheres da-vida, sofridas, perdidas…
Acho que não somos mais os mesmos. Travessia…
Laços
Nome: Laços |
Resumo por Vera Correa
Presenças: Andyara, Marilia, Vera Correa, Beatriz Dornelles, Andréia, Rosete, Masumi, Marilena, Inocência, Ana Lima, Ana Brandalise, Renilda, Alice, Zezé, Regina Moura, Luciana, Teresina, Suely e Marlis.
Apresentação: Regina Moura trouxe uma breve biografia do autor, suas obras e prêmios. Discorreu sobre a capa de autoria do artista plástico Luigi Ghirri. Fez referências à polêmica internacional em torno da identidade de Elena Ferrante, cujas obras seriam atribuídas a Starnone, o que ele nega.
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Laços – Fotos do Encontro
Fotos feitas por Suely
The Underground Railroad – Os Caminhos para Liberdade
Nome: The Underground Railroad- Os Caminhos para Liberdade |
Iniciamos a reunião com a escolha do livro para o próximo encontro, a ser realizado na primeira quinta feira de maio, dia 3 e coordenado por Vera Correa e Regina Moura. Disputaram a indicação os dois mais votados no WhatsApp, “O Homem mais inteligente do mundo” de Augusto Cury e “Laços”, de Domenico Starnone que foi o vencedor no Segundo turno, na votação presencial.
Após a votação, Andyara apresentou o levantamento dos nossos cinco anos de leitura compartilhada, esclarecendo que o objetivo seria o de oferecer uma reflexão sobre o que estamos lendo e também sobre o que gostaríamos de ler. A proposta é que o debate sobre o nosso perfil como leitoras continuasse no grupo de WhatsApp. Como uma primeira observação, vimos que o que nunca lemos nesses anos todos foi poesia, e o grupo foi consultado quanto ao interesse de incluirmos esse gênero em algum encontro. Foi sugerido que não havendo um apresentador, poderíamos fazer uma roda de poesia, cada uma trazendo um trecho ou uma pequena poesia para compartilhar com o grupo.
A apresentação do livro foi iniciada por Luciana que falou sobre o autor, os prêmios que ele ganhou e também sobre as especificidades dos diversos prêmios de literatura concedidos a escritores.
Depois Rosete trouxe sua contribuição esclarecendo o sentido de “underground” contido no título do livro, trazendo dados históricos, e diferenciando-os da criação ficcional do autor, como por exemplo, a não existência na realidade de uma estrada de ferro subterrânea, mas sim uma rede de apoio mantida por voluntários de forma clandestina. Rosete também nos apresentou dados sobre a participação de médicos em experiências com os escravos, e outras práticas que hoje, fazem parte da história da medicina.
The Underground Railroad – Os Caminhos para Liberdade/ Fotos do encontro
Fotos feitas por Suely.





























