Nada digo de ti, que em ti não veja

Livro: Nada digo de ti, que em ti não veja
Autora: Eliana Alves Cruz
Ano: 2020
Data do encontro: 01/10/2026

O livro Nada digo de ti, que em ti não veja foi apreciado pela maioria das leitoras presentes ao encontro, e proporcionou uma discussão com diferentes impressões e pontos de vista sobre a história. Ambientado no Rio de Janeiro colonial do século XVIII, o romance nos conduz a uma sociedade marcada por profundas desigualdades, preconceitos, forte influência religiosa e rígidas convenções sociais. Ao longo da leitura, vamos conhecendo personagens envolvidos em relações de poder, afetos, desejos, segredos e conflitos, em um ambiente no qual as aparências e os julgamentos dos outros têm grande importância.

Durante a discussão, o grupo destacou a maneira como a autora consegue recriar esse período histórico dando ênfase as questões que ainda encontram eco na sociedade atual.

Foram levantadas algumas contradições dos personagens, que nem sempre despertaram os mesmos sentimentos entre as leitoras. Alguns provocaram maior empatia; outros, críticas e até certa indignação. E talvez esteja justamente aí uma das qualidades do livro: oferecer personagens que despertam sentimentos diferentes e nos convidam a olhar para suas atitudes a partir do contexto em que vivem.

De modo geral, Nada digo de ti, que em ti não veja foi considerado pelo grupo uma leitura provocadora. Além de nos transportar para o Rio de Janeiro do século XVIII, o livro abriu espaço para discussão sobre comportamentos, preconceitos e relações humanas, mostrando, mais uma vez, como uma história situada no passado pode nos fazer pensar sobre o presente.

Comentário:

Márcia Mazo: Uma cidade com milícias, racismo,…

Didi: “Aquele que violenta a Lei…

Participantes do encontro:

  1. Ana Brandalise
  2. Andrea
  3. Andyara
  4. Clea
  5. Inocência
  6. Maria Célia
  7. Maria Teresa Viana
  8. Marilena
  9. Marta
  10. Odila
  11. Rosangela
  12. Rosete
  13. Solange
  14. Suely Carneiro

O livro escolhido foi O Som e a Fúria, de William Faukner, de que se realizará em 05/11/2026.

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O que Resta de Nós

Nome: O que resta de nós
Autora: Virginie Grimaldi
Tradutora: Julia da Rosa Simões
Ano: 2022
Data do Encontro: 03/09/2026

O que resta de nós foi uma leitura leve disseram quase todas as leitoras. E foi mesmo apesar de a história abordar temas como luto, solidão, alcoolismo, agressão familiar. A autora tece o convívio entre três pessoas de diferentes idades, que viveram experiências traumáticas e como essas pessoas se alinharam para manter uma boa convivência. Enfim a autora expõe traumas intensos com leveza e realismo sem se valer do vitimismo fazendo uma narrativa ora dramática, ora divertida. Os personagens são apaixonantes e o leitor torce por eles. 

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Os Nomes

Nome: Os Nomes
Autora: Florence Knapp
Tradutora: Juliana Romeiro
Ano: 2025
Data do encontro: 06/08/2026

“Um nome nunca é apenas um nome. É herança, expectativa, identidade e, às vezes, um destino que tentamos aceitar… ou reinventar.”

A leitura de Os Nomes agradou a todas. Houve bastante participação devido aos temas que trouxeram reflexões e depoimentos pessoais. No entanto, foi mencionado, como ponto negativo, que a alternância do tempo, utilizada na obra, exigiu atenção redobrada dos leitores para não confundir as histórias narradas. 

Não foi por acaso que os periódicos Sunday Times e outros elegeram a obra Os Nomes, de Florence Knapp, o livro do ano. É uma obra instigante onde são abordadas diversas possibilidades que uma tão usual, mas nem sempre simples, escolha de um nome pode desencadear. 

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Os Esquecidos de Domingo

Nome: Os Esquecidos de Domingo
Autor: Valérie Perrin
Tradutora: Maria de Fátima Carmo
Ano: 2015
Data do encontro: 02/07/2026

As leitoras optaram para uma “roda de fogo” onde todas tiveram a oportunidade de tecer seus comentários sobre a obra de Valérie Perrin.

Salvo informações esparsas sobre a autora, não houve uma apresentação da mesma uma vez que a vida e obra de Valérie Perrin já foi amplamente comentada em outra oportunidade quando foi lido, pelo grupo, Água Fresca para as Flores.

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Relato de um certo Oriente

Nome: Relato de um certo Oriente
Autor: Milton Hatoum
Ano: 1989
Data do encontro: 09/06/2026

Apesar de o livro Relato de Um Certo Oriente, de Milton Hatoum, ser importante obra da literatura brasileira, as leitoras, de modo geral, acharam a história construída de uma forma confusa uma vez que é um relato de outro relato feito através de carta escritas por vários narradores. Entenderam que a escolha da múltipla narração, teria sido um recurso que Hatoum se utiliza para criticar as verdades absolutas, sugerindo que a memória é subjetiva, falha e cheia de lacunas, e depende sempre da perspectiva de quem conta a história. Os vários narradores ditam peças de um quebra-cabeça que precisam ser cuidadosamente ordenadas para que se entenda uma história que embora nem sempre clara se apresentou cheia de detalhes significativos. 

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Herdeiras do Mar

Nome: Herdeiras do Mar
Autora: Mary Lynn Brachat
Tradução: Julia Souza
Ano: 2020
Data do encontro: 07/05/2026

Todo livro nos oferece uma história dentro de um universo peculiar. No caso de Herdeiras do Mar, as leitoras se depararam com um mundo pouco conhecido e cheio de surpreendentes fatos. A história é contextualizada, inicialmente, na Coreia, durante sua anexação pelo Japão, tendo como personagens centrais duas Haenyeo, mulheres mergulhadoras, do sul da Coreia que praticavam a pesca para a sobrevivência da família.
Hana, que significa primogênita em coreano e flor em japonês, foi aprisionada por um soldado japonês e levada para ser “mulher de conforto”. Manter essas mulheres fazia parte da política do Japão para garantir o equilíbrio sexual dos soldados e uma tentativa de evitar os frequentes casos de estupro.

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Se um Viajante numa Noite de Inverno

Nome: Se um Viajante numa Noite de Inverno
Autor: Ítalo Calvino
Tradução: Nilson Moulin
Ano: 1979
Data do encontro: 09/04/2026


Se um Viajante numa Noite … foi o livro escolhido, quase à unanimidade, com determinada curiosidade pelo grupo ávido por ler o festejado Ítalo Calvino. De fato, algumas já o conheciam, mas a maioria não.
Não foi de forma surpreendente que a maior parte das leitoras fez questão de registrar que a leitura exigiu muita paciência para compreender que a trama consistia em dar forma a várias histórias diferentes transformando-a em apenas uma. É uma narrativa que tem como personagem central o Leitor, promovido a protagonista.

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Se deus me chamar eu não vou

Nome: Se deus me chamar eu não vou
Autora: Mariana Salomão Carrara
Ano: 2019
Data do encontro: 05/03/2026

O encontro literário do grupo “Livros e Raquetes” para o estudo da obra “Se deus me chamar não vou” de Mariana Salomão Carrara foi realizado sob a orientação de Andyara, Ana Brandalise e Maria Célia. Ambas se utilizaram de extenso trabalho audiovisual feito por Ana Brandalise para fazerem a apresentação da obra e da biografia da autora.
A obra despertou nas leitoras sentimentos diversos, pois diversos foram os temas ali abordados, assim como a velhice, a morte, o bullying, as relações familiares, a solidão, e até família poliafetiva.

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O Pacto da Água

Nome: O Pacto da Água
Autor: Abraham Verghese
Tradutor: Odorico Leal
Ano: 2023
Data do encontro: 05/02/2026

O livro escolhido para discussão neste mês foi  O Pacto da Água, de Abraham Verghese, escritor e médico etíope. Atua como professor e vice-presidente na Universidade de Stanford, onde prioriza a medicina humanizada. Escreveu várias obras dentre elas: Minha Terra, o Parceiro de Tênis, Destinos Entrelaçados, O Pacto da Água. 

A maioria das participantes gostou muito do livro. O autor apresenta uma escrita clara e envolvente, conduzindo a narrativa com fluidez e sensibilidade. A história, que atravessa gerações de uma família no sul da Índia, é construída com sutileza e ternura, revelando os segredos e as tragédias que marcam seus personagens ao longo de décadas. Verghese demonstra maestria ao entrelaçar temas como amor, perda, memória e a relação profunda — e por vezes trágica — entre os seres humanos e a água. A riqueza dos detalhes e a profundidade emocional da obra conquistaram o grupo, tornando a leitura uma experiência marcante.
Entretanto algumas acharam que o livro poderia ser mais conciso e conter menos explicações e termos médicos.

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O Morro dos Ventos Uivantes

Nome: O Morro dos Ventos Uivantes
Autora: Emily Brontë
Tradutores:
Eduardo Levi: Tradução mais recente (2024) para o Clube de Literatura Clássica, elogiada por sua abordagem ao dialeto do interior.
Vera Pedroso: Tradução clássica e muito conhecida no Brasil, com prefácio de Charlotte Brontë,.
João Sette Camara : Tradução para o audiolivro narrado por Bianca Bin, com sotaque brasileiro.
Rachel de Queiroz: Uma tradução reconhecida pela Editora Record.
Ana Maria Chaves: Versão publicada por RBA Editores/Dom Quixote.
Stephanie Fernandes: Tradução para uma edição exclusiva da Amazon.
Julia Romeu: Outra tradução disponível, com arte de capa por Raul Loureiro.
Adriana Lisboa para Editora Zahar, elogiada por capturar o estilo original do século XIX, considerada uma das melhores versões em português, com notas e textos adicionais.
Ano: 1847
Data do encontro: 04/12/2025

O livro escolhido para discussão neste mês foi  O Morro dos Ventos Uivantes, um dos grandes clássicos da literatura inglesa. Os livros clássicos são recebidos com uma festa no grupo, principalmente esse que foi uma releitura para quase todas as presentes, que já o haviam lido quando jovens. 

Com mais experiência, ficou fácil entender e apreciar o livro em toda sua magnitude, lembrando que algumas acharam difícil de ser lido e por adotar uma linguagem ultrapassada e uma narrativa complexa, pois é narrado por atos do início e do fim entremeados com o meio da história. Apesar do tom por vezes sombrio, destacou-se a originalidade desse romance tão singular.

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