O Fio da Vida – Contribuição de Mário C Correa

I Guerra Mundial 1914/1918

Conferência de Paz em Paris

Tratado de Versalhes

Salão dos Espelhos do Palácio de Versalhes – 28 jun 19

 A minha participação neste encontro será conversar um pouco sobre o Tratado de Versalhes.

O Tratado foi o documento elaborado pelos países em guerra combinando o seu final e quais seriam as obrigações que caberiam a cada Estado beligerante.

 Como se inicia e se encerra uma guerra

Um adágio diz que “todos sabem como começa uma discussão, mas ninguém sabe como ela vai acabar”. É o caso de uma guerra!

O seu início é:

– Declaração formal de Guerra motivada por interesses político-estratégicos e/ou econômicos (conquista de novos mercados, rotas comerciais, expansão territorial, busca de matérias primas, etc.)

Ela acaba quando:

– É feito um Acordo de Paz (quebra da vontade de lutar do adversário por falência de sua estrutura política e incapacidade de reação de suas forças militares).

Até hoje há países tecnicamente em guerra como as Coreias do Sul e do Norte, v.g.

O Tratado de Versalhes tratou disso.

Participantes

– Vencedores da I Guerra Mundial (Grã-Bretanha, França, Rússia, Itália, Japão e EUA) X Império Alemão, Império Austro-Húngaro, Império Otomano e Bulgária.

– Assinaram 32 nações. As principais foram:

Alemanha, Chanceler Hermann Müller;

França,1º Ministro Clemenceau;

Grã-Bretanha, 1º Ministro Lloyd George,

EUA, Presidente Woodrow Wilson

Falando um pouco de cada envolvido sem entrar em muitos detalhes:

Tríplice Aliança

– Império Alemão (Reich) – Nação proeminente, envolvia as demais por suas atitudes hegemônicas e expansionistas.

– Império Austro-húngaro – sob forte influência do Reich, pivô do início do conflito por ter seu herdeiro, Príncipe Francisco Ferdinando, sido assassinado na Sérvia.

– Itália – retira-se da Aliança, antes da guerra, por não concordar com a decisão do Império Austro-Húngaro de invadir a Sérvia.

Tríplice Entente

França – maiores prejudicadas, a França e a Bélgica, palcos das batalhas de Guerra de Trincheiras, tiveram o supremo desgaste humano, sua infraestrutura destruída e quase 2 dos 10 milhões de vidas perdidas entre militares e civis. Principal motivo pelo qual a França era menos complacente na formulação das imposições feitas pelo tratado aos derrotados. Escolheu o mesmo Palácio do Acordo de 1871 (Guerra Franco-Prussiana) quando a França teve que ceder a Alsacia e a Lorena para o Império Alemão.

– Império Britânico – vinha do período vitoriano para uma gestão menos progressista com Eduardo VII. As potências europeias primavam pelo rearmamento e a busca de novos mercados mundiais e matéria prima. Era latente o receio da competição desenvolvimentista com a Alemanha. O Reino Unido tinha o maior poder naval europeu e buscou acordos defensivos com a França, e a Rússia formando a Tríplice Entente.

Estados Unidos

Despontando como uma liderança mundial, os EUA mantiveram-se, enquanto puderam, em sua zona de conforto adotando uma política de “Portas Abertas”, priorizando seus interesses econômicos, mas favorecendo a Tríplice Entente.

Com a saída da Rússia do conflito, a possibilidade do avanço alemão sobre o território francês e o ataque alemão aos navios americanos, os EUA declararam guerra à Tríplice Aliança.

O papel do Presidente Woodrow Wilson para o final do conflito mundial – proposta dos “Quatorze Pontos”. Propunha as bases para a paz com a reorganização das relações internacionais ao fim da Primeira Guerra Mundial, e o pacto para a criação da Sociedade das Nações. Advogava uma “Paz sem Vencedores” com sanções mais amenas aos vencidos. A França foi irremediavelmente contra.

O Congresso americano não ratificou o Tratado de Versalhes e os EUA, posteriormente assinaram acordo em separado com a Alemanha.

Fim do Conflito Armado

Os seguintes acontecimentos aceleraram o encerramento da já longa guerra (1914/1918):

Entrada dos EUA na guerra; toda a potente indústria americana a favor e seu efetivo militar;

Saída da Rússia (Revolução Bolchevista de 17); forçou a decisão estratégica americana em participar do conflito;

Abandono do Kaiser e o controle dos militares; reconhecimento da incapacidade de permanecer combatendo o adversário;

Situação econômica frágil dos beligerantes e consequente instabilidade interna principalmente dos Impérios Centrais e o

Extremo sacrifício e perdas humanas.

Assim foi assinado o Armistício de Campiège, em 1918 firmando o fim do combate.

Principais condições impostas pelo Tratado de Versalhes

– Responsabilidade única da Alemanha por todas as perdas e danos.

– Cessão territorial para vizinhos (França, Bélgica, Dinamarca, Polônia e Checoslováquia, entre outros) e perda de todas as colônias de além mar.

– Reparações de guerra (indenização de 33 Mi US$, ou 132 bilhões de marcos – cifras finais). Em 2010 foi paga a última parcela de 70 milhões de euros (R$ 162,6 milhões) encerrando uma história que durou quase 100 anos

– Manutenção da supremacia militar (Exército reduzido), exigência de governos democráticos com o banimento das tradicionais elites reais.

Ambiente pós-guerra

Como consequência:

– A República de Weimar surge pela entrega do poder da elite militar alemã ao Partido Democrata que assume os ônus de negociar a paz. Após período de instabilidade seguindo um curto período de relativa estabilidade, a crise econômica mundial (Crise de 1929) dá margem aos grupos insatisfeitos de encontrarem o melhor terreno para sua expansão e a possibilidade do crescimento do Partido Nazista.

– As imposições do tratado de Versalhes foram consideradas inaceitáveis (“Diktat”) pela direita alemã. O clima de fracasso e descontentamento do povo alemão e a humilhação contribuiu para a queda do governo em 1933 e ascensão do nazismo (Hitler) e criando condições para a eclosão da II GM

– Liga das Nações (abril de 1919 a 1946) precursora da ONU, foi criada no Tratado de Versalhes para arbitrar disputas internacionais e evitar futuras guerras. O sonho americano era a sua possibilidade de negociar Acordos de Paz entre seus participantes.

– Foi o fim da hegemonia do capitalismo e o início do socialismo sendo colocado em prática. Época de tensões sociais e políticas agravada com a ”Grande Depressão de 1929”.

E o Brasil?

– Mesmo sendo um País agrícola e pouco industrializado, foi o único representante latino-americano a entrar na I Guerra Mundial (Declaração de Guerra em outubro de 1917).

– Participou das operações nas seguintes operações:

– patrulha naval das costas brasileiras;

– ao integrar uma missão médica no Teatro de Operações europeu;

– ao enviar aviadores da Marinha e do Exército, junto à Força Aérea Real Britânica;

– integrando uma Esquadra Naval de patrulha no Mediterrâneo e,

– formando um contingente do Exército para atuar com o Exército francês.

– Em ressarcimento às suas perdas de guerra, obteve indenização pelo café perdido em embarcações afundadas e em armazéns em diversos portos marítimos e tomou posse de cerca de 70 navios alemães apreendidos em portos brasileiros.

– Com o encerramento da Guerra e o crescimento dos movimento sociais em voga no mundo, aqui também surgiram grupos e manifestações de inspirações diversas.

Para encerrar, como curiosidades:

– A família imperial brasileira, em exílio após a Proclamação da República, fato relativamente recente à época, pertencia à Casa de Habsburg, “Casa de Áustria”, família nobre europeia, cuja dinastia foi dissolvida após IGM. Maria Leopoldina, mãe de D Pedro II, pertencia a ela.

– A OIT foi criada como parte do Tratado de Versalhes no capítulo que tratava da Justiça Social. “Paz universal e permanente somente pode estar baseada na justiça social”. Getúlio Vargas aludiu ao Tratado para a criação da CLT.

– As guerras também trazem avanço tecnológico. A pesquisa de explosivos, armamentos, comunicações, melhores equipamentos médicos e meios mais eficientes de tratamento, resultaram em novos fertilizantes, aparelhos de Raio X portáteis, absorventes cirúrgicos, lâmpadas ultravioleta, melhoria da aviação e dos meios de comunicações e, infelizmente, também novos armamentos e gases mortais. Nesta semana mesmo, vimos nos diversos noticiários o uso do Sarin na Síria, gás letal proibido em tratados e convenções internacionais.

Mário C Corrêa

Brasília, 06 de abril de 2017

 

 

 

“Minha chegada a Brasília” por Maryse Scianni

Aniversário de Brasília! Me lembro de minha chegada, nos anos de 1966, jovem francesa lançada em uma imensa aventura, que também era um sonho de muitos anos, sonho despertado pela grandeza do país, pelo mistério incomensurável da Amazônia, pela construção desafiadora da nova capital plantada em pleno deserto do cerrado! Brasília! Anos antes, a cidade tinha marcado minha vida, já que um dos temas da dissertação do vestibular tinha sido “Brasília: arte e técnica”. Foi este tema que eu escolhi e me valeu a maior nota 18/20. Como eu gostaria de reencontrar esta ingênua redação dos meus 18 anos, eu que nunca tinha saído do meu país, e praticamente da minha região, mas eu que achava que conhecia o mundo através das minhas leituras e mapas mundi encantados. Mas voltemos a minha descoberta de Brasília.
Era um mês de junho. Tinha saído de Recife em um jeep com uma família amiga que vinha visitar parentes, funcionários na nova capital do Brasil. Eramos 5: a mãe, 2 filhas, o namorado de uma delas, nosso motorista e eu. A viagem tinha sido um caos, por estradas impossíveis, primeiro, afundados em lama, na saída de Recife, depois imersos em poeiras, cheias de buracos a medida que descíamos para o Sul do país .
A ultima noite, no entanto, foi mágica, depois de quilômetros e mais quilômetros rodando sem fim em um solitário deserto estéril. Estavamos esgotados, desencantados, descrentes. Como poderia existir uma cidade aqui? Então, eu tive uma visão. Lá, ao longe, percebi um vago clarão no céu, que competia com as estrelas que se apagavam ao seu contato e desapareciam no horizonte distante. horizonte. O motorista era o único acordado e falamos juntos, baixinho, para não assustar o silêncio da noite: Brasília!
Gritei para os outros, gritei, me lembro, com uma força incomum: Brasília! com a mesma sofreguidão que o marinheiro que descobre a terra depois de semanas de navegação. Todos acordados, paramos o carro na simples contemplação de uma possível miragem, no silêncio absoluto, o rosto e os olhos iluminados de uma alegria profunda. Tínhamos levado 7 dias pernoitando em dormitórios de estrada, comendo arroz e feijão com farinha e tínhamos chegado….finalmente.
Não podíamos irromper, assim de madrugada na casa dos parentes. Houve então uma última noite na terra gelada, em torno de uma fogueira acesa, enrolados em cobertores, e esperando trêmulos o levantar do sol. Esperando entrar finalmente na Capital da Esperanza!

O Fio da Vida -resumo da reunião

REUNIÃO DO DIA 06/04/2017

PRESENÇA: Luciana Leão, Cosete, Rosete, Sonia Helena, Andréia Cordeiro, Marilia Leão, Teresinha Accioly, Vera, Ana Brandalise, Andyara, Mario, Maria Célia, Maria José, Luzimar, Luciano Lírio, Teresa Lírio, Silvério, Patrícia, Beatriz Dornelles, Thais, Beatriz Coimbra, Paulo Cardoso, Francisco, Alice, Walquíria, Tarcísio, Ana Paula, Santiago, Marilena, Theresa Mury, Rosangela, Cléa Rodrigues, Masumi.

Feita a votação do livro do mês de maio, ficou escolhido “Incidente em Antares”, de Érico Veríssimo. A reunião será no dia 08 de maio, segunda-feira.

No dia 04 de maio, quinta-feira, Sonia Helena proferirá a palestra “CORA CORALINA, A DOCEIRA DA CASA DA PONTE”. O evento contará com a colaboração do cineasta Renato Barbieri, que lançará o filme sobre a vida e a obra de Cora Coralina brevemente. A palestra estará aberta a sócios e não sócios, sem necessidade de apresentarem convites.

Inicialmente, Luciana falou sobre o livro “O Fio da Vida”, de Kate Atkinson, escritora inglesa premiada. O romance se passa em várias épocas, desde o inicio da Primeira Guerra Mundial até depois da Segunda Guerra. Tem como temas os horrores das guerras, o destino, vida, morte, família, aborto, adultério, solidariedade, suicídio, doença mental etc. Além dos personagens principais há mais de cem personagens secundários no livro.

Mario fez um resumo das guerras mundiais, seus conflitos, suas causas e consequências, países aliados e inimigos. Falou sobre o Tratado de Versalhes e a influência de Hitler no mundo, especialmente nos aspectos sociais, econômicos e geográficos. Veja clicando aqui.

Rosete apresentou as criações surgidas na época do romance e a influência das guerras na área da saúde, tais como o surgimento da Gripe Espanhola, causada pelo vírus H1N1, que matou aproximadamente 100 milhões de pessoas, mais do que as guerras mundiais. Falou sobre as doenças mentais, esquizofrenia e disturbio dissociativo de identidade.

Teresa Lírio discorreu sobre as emoções e sobre a sensibilidade da personagem Ursula.  Veja clicando aqui.

Luciano falou sobre a fragmentação da personalidade.

Terminado o debate, passamos ao lanche, momento prazeroso da reunião.

O Fio da Vida, Kate Atkinson – Contribuição de Teresa Lirio

O Fio da Vida, Kate Atkinson

Contribuição de Teresa Lirio para o debate de 5/04/2017

Convidada a falar sobre os aspectos emocionais, destaco inicialmente as emoções suscitadas pela leitura de um livro aberto a múltiplas interpretações.  Acho que O Fio da Vida, de Kate Atkinson, desperta nos leitores a angústia diante da não compreensão e da impossibilidade de organizar os acontecimentos dentro de uma lógica racional. Podemos suportar o “não saber” e nos enriquecermos, como é o propósito dessa reunião, com suposições, imaginações e possibilidades aventadas sob os mais diversos vértices de observação. Poderemos também aderir a alguma teoria e nos convencermos de termos desvendado os enigmas dessa trama. Eu proponho ficarmos no terreno das múltiplas possibilidades procurando expandir significados a partir de olhares diversos.

Nesse sentido podemos seguir a própria autora, e considerar suas citações, na epígrafe, como fios condutores de sua motivação para escrever essa trama.

Primeira citação –  Nietzsche:  O tempo não é uma sequência de eventos determinados pelo evento anterior. O tempo é infinito e cíclico, portanto passível de retorno. Essa primeira citação se refere ao princípio do eterno retorno. “ Se você tivesse que viver tudo, uma e mais vezes incessantemente, o que sentiria? Recorrendo a imagem de um portal chamado “Instante”, ele descreve uma situação em que se juntam dois caminhos que duram uma eternidade: um que corre para trás e outro que corre para diante. No instante do presente, está condensada toda a eternidade; por isso é preciso nos apropriarmos de nossas escolhas e diferenciar o que vale a pena ser vivido.  Não há para Nietzsche uma vida após a morte, tem que ser aqui e agora.

Segunda citação –  Platão/Heráclito?  “Todas as coisas se movem e nada permanece imóvel”. Ao tentar dar conta do permanente e do transitório, Platão criou muitas teorias. Mundo sensível/ mundo das ideias. Corpo/alma. Metempsicose e Reminiscência. Imortalidade da alma. Para que alguém recorde algo, é necessário que antes tenha aprendido. Aquilo que recordamos foi aprendido numa outra existência, na qual a alma contemplou as ideias. Platão afirma deste modo que a alma preexiste ao corpo e sobrevive à sua morte.

Terceira citação – E se tivéssemos a possibilidade de fazer tudo de novo e de novo até afinal fazermos certo? (A experiência como fonte de aprendizagem e transformação)

Na estória contada por Kate Atkinson, alguns “instantes”, como propunha Nietzsche, determinavam o desenrolar dos acontecimentos futuros. Mas, as situações vividas se repetiam e Úrsula podia mudar os instantes decisivos. Assim, ela parecia viver muitas vidas…

O que chama a atenção, desde o início, é a extrema sensibilidade de Úrsula. Desde bem pequena ela era diferente. Registrava o mundo sensorial nos mínimos detalhes. Pressentia os acontecimentos e tinha tal sintonia e empatia com o outro que sentia na pele as dores de quem amava. Essa mesma sensibilidade que abre para a intuição e para a comunicação sem palavras, também pode resultar na apreensão de algo da realidade que não pode ser suportado. Todos temos um escudo protetor, seja pela imaturidade na infância, seja por defesas construídas, pois a realidade pode ser intolerável, gerando cisões da personalidade. Muitos estados patológicos resultam de uma exposição a algo que foi percebido precocemente. Nesse sentido a potencialidade se transforma em adoecimento.

Úrsula seria uma pessoa de extrema sensibilidade, com intuições e capacidade imaginativa para viver em sua mente as múltiplas realidades, ou os relatos correspondiam a delírios e perturbações psiquiátricas? Ela pressentia o que iria acontecer no futuro, como um fenômeno dejà vu? Por uma vivência anterior, tipo reminiscência e metempsicose como pensava Platão? Por vidas passadas? Por algum tipo de patologia cerebral? Como um fenômeno premonitório como defende a parapsicologia? Por uma comunicação de inconsciente para inconsciente que se expressa como intuição? Ou poderia estar imaginando o que poderia ter acontecido, criando versões não vividas, de situações apavorantes ou desejadas? Tipo fantasias, sonhos? E, na tentativa de elaborar algo traumático as angústias iam e voltavam e voltavam?Podemos pensar ainda nas complicadas teorias da física quântica, nas dobraduras do tempo…

Afinal como podia viver em um tempo não linear, e em espaços múltiplos e excludentes?   Viveu a segunda guerra na Alemanha ou na Inglaterra?  Essas questões mantêm o suspense e deixam o leitor ligado na leitura até o fim; fazem parte da estratégia do autor, mas em minha opinião não podem ser respondidas.

Acho que a estória nos captura também por acenar com a possibilidade de fazer tudo de novo e de novo, até acertar! Como seria maravilhoso ter uma segunda chance…poder consertar, reparar, evitar os acontecimentos dolorosos…. Esse desejo, o de não ter que se haver com o irreversível e o irreparável da dimensão trágica da existência, habita em todos nós. Aprendemos a duras penas que esse é um desejo inalcançável, mas, com Úrsula essa ilusão retorna irresistível e, momentaneamente, aliviados, lhe damos as boas vindas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Fio da Vida

 

 

 

 

 

Nome: O fio da vida
Autor: Kate Atkinson
Ano: 2014
Data do encontro: 06/04/2017
Apresentação por: Luciana e Rosete

 

Resumo por Masumi

Para ver a apresentação clique aqui
LIVRO O FIO DA VIDA – Kate Atkinson

Inicialmente, Luciana falou sobre o livro “O Fio da Vida”, de Kate Atkinson, escritora inglesa premiada. O romance se passa em várias épocas, desde o inicio da Primeira Guerra Mundial até depois da Segunda Guerra. Tem como temas os horrores das guerras, o destino, vida, morte, família, aborto, adultério, solidariedade, suicídio, doença mental etc. Além dos personagens principais há mais de cem personagens secundários no livro.

Mario fez um resumo das guerras mundiais, seus conflitos, suas causas e consequências, países aliados e inimigos. Falou sobre o Tratado de Versalhes e a influência de Hitler no mundo, especialmente nos aspectos sociais, econômicos e geográficos. Veja clicando aqui.

Rosete apresentou as criações surgidas na época do romance e a influência das guerras na área da saúde, tais como o surgimento da Gripe Espanhola, causada pelo vírus H1N1, que matou aproximadamente 100 milhões de pessoas, mais do que as guerras mundiais. Falou sobre as doenças mentais, esquizofrenia e distúrbio dissociativo de identidade.

Teresa Lírio discorreu sobre as emoções e sobre a sensibilidade da personagem Ursula.  Veja clicando aqui.

Para ver o resumo da reuniãohttps://livroseraquetes.wordpress.com/2017/04/21/2231/

As fotos de Vera Correa https://livroseraquetes.wordpress.com/2017/04/12/o-fio-da-vida-fotos-do-encontro-06042017/