Coragem de ser mulher, de Sôniahelena

Coragem de ser mulher

numa terra que é dos homens

é saber abrir espaços,

é poder se arriscar.

Coragem de, sendo caça,

ir em frente e desafiar

tabus, preconceitos, culturas,

conquistando seu lugar.

Coragem de ser mulher

numa terra masculina

é assumir ter mil faces.

Ser triste para cantar

e meiga para sorrir.

Ser terna para envolver,

ser forte para chorar.

Atrevida e negacear,

submissa ao discordar.

Ser lúcida pra decidir,

ser livre para avançar.

Coragem de ser mulher

numa terra de varões

exige se atrever

ou até se desnudar

e, no entanto, com o querer,

conseguir se preservar.

Coragem de repartir,

coragem de recusar.

Coragem de se integrar,

coragem de competir

sem precisar disputar.

Coragem de ser mulher,

coragem de indagar.

Coragem de investir

no mundo, na vida, nos homens.

Coragem de acreditar,

coragem de compartir,

coragem de conquistar.

Coragem de se guardar

e também se insinuar.

Coragem de seduzir,

coragem até de amar.

Nina George por Maria Célia

Nina George, escritora, jornalista e professora, nasceu em 30 de agosto de 1973 (43 anos), em Bielefeld –  Alemanha).

Começou a trabalhar a partir dos 14 anos em vários estabelecimentos de alimentação

Em 1991, abandonou a escola antes de terminar o ensino médio.

Começou a escrever em 1993 como jornalista freelancer e colunista de revistas como a Cosmopolitan, Penthouse, TV Filme, Frau im Trend.

Escreve thrillers, romances, artigos, contos e crônicas.

É mais conhecida como autora de “A Livraria Mágica de Paris” (The Little Paris 33Bookshop), um best seller internacional que foi traduzido em 33 idiomas a partir de 2015 e foram vendidas mais de 500.000 cópias. Permaneceu mais de um ano nas listas de livros mais vendidos da Alemanha e foi best seller na Itália, na Polônia, na Holanda e nos Estados Unidos, figurando várias semanas na lista do New York Times. Foi classificado entre os dez melhores romances na lista da revista Spiegel.

É uma novela semi-autobiográfica escrita após a morte de seu pai.

A primeira publicação foi em alemão como “Das Lavendelzimmer” em 2 de maio de 2013.

Publicou 26 livros (romances, mistérios e não-ficção), mais de uma centena de contos e cerca de 600 colunas em jornais.

Trabalhou como repórter policial, colunista e editora-chefe de uma ampla gama de publicações, incluindo Hamburger Abendblatt, Die Welt, Der Hamburger, bem como TV Movie e Federwelt.

Nina George é casada com o escritor Jens J. Kramer e divide seu tempo entre Hamburgo e a Bretanha.

É membro, dentre outras associações:

– do PEN International (promove a literatura e sua liberdade de expressão. Abrange mais de 100 países. É uma organização não-política reconhecida pela UNESCO. É conselheira de assuntos relacionados com os direitos autorais.);

– da Das Syndikat (associação de autores de crimes de língua alemã);

– da Associação dos Autores Alemães (VS);

– da Associação de Autores de Hamburgo (HAV);

– da BücherFrauen (Women in Publishing);

– da IACW / AIEP Of Crime Writers;

– da GEDOK (Associação de artistas femininas na Alemanha), e

– do PRO QUOTE e Lean In.

Faz parte da diretoria do Conselho de Escritores e Tradutores dos Três Mares (TSWTC), cujos membros vêm de 16 países.
Em 2014, pronunciou o discurso de abertura em Berlim, na Conferência dos Escritores Alemães, para 140 escritores presentes.

Ela ensina a escrever na Literaturbüro Unna, Alsterdamm Kunstschule, Wilhelmsburger Honigfabrik, onde ela treina jovens, adultos e autores profissionais.

Ela se mudou para Concarneau, na França, onde agora mora com seu marido.

 

Livros como Nina George

2013 – A Livraria Mágica de Paris

2010 – O Jogador da Lua, Knaur- premiado com o Delia 2011 – prêmio literário para o melhor romance alemão do ano anterior pelos Amigos da Literatura

2008  -Como é o Inferno,

2005 – O Vocabulário dos Homens

2003  -O Caminho do Guerreiro

2003 – Jack, Rainha

2001 – Nenhum Sexo, Nenhuma Cerveja

 

Livros com o pseudônimo de Anne West – sobre questões de amor, sexualidade e erotismo

2009 –  O Que as Mulheres Sonham e Como Obtê-lo

2009  – Sexo para Esquiadores Avançados

2009 – Sentindo – o Sentimento

2009 – Sexo Absoluto

2007 – Deusas do Sexo Manual

2006 – Sexo de Um Dia

2006 – O Efeito de Venus

2004 – Histórias Sujas

2003 – Kamasutra Without Hernia, como co-autor.

Por que os Homens São tão Rápidos e as Mulheres só Fingem,

1998 – As Boas Meninas Fazem na cama – As Más, em Toda Parte.

 

Livro como Nina Kramer (seu nome de casada)

2008 – A Life Without Me – sobre a saúde reprodutiva das mulheres

 

Livros com o pseudônimo de Jean Bagnol – escreveu novelas policiais com seu marido

2015 – Comissário Mazan e o Anjo Cego

2013 – Comissário Mazan e os Herdeiros do Marquês

 

Em uma entrevista ela disse:

” Escrevo para entender melhor o que penso, para ver o mundo com mais clareza – e porque é como exprimo o meu desejo de criar, de mudar o mundo, o meu amor pela humanidade. Escrever para mim é uma maneira de me comunicar em todas as direções: comigo mesma e também com outras pessoas. É também traduzir as profundezas escuras da experiência humana em histórias para que outros possam aprender algo como tolerância e como se ver mais claramente.”

“É cada vez mais importante para os autores se envolverem nos dias de hoje. O movimento em direção ao conteúdo digital fez com que nosso trabalho perdesse valor. As taxas fixas, os contratos de compra total, a pirataria de livros eletrônicos e o preço de dumping levaram a sociedade a depreciar nossas conquistas, assim como o uso do nosso trabalho pelo Google Books e outros, o que é claramente ilegal de acordo com a legislação alemã. Não só a sociedade, mas também os políticos. As pessoas usam o nosso trabalho sem fornecer compensação adequada nem mesmo defender nossos direitos.”

“É por isso que estou lutando: impedir que nosso trabalho seja valorizado apenas com base no preço.”

Tel/fax 0049 3222 4277 353 – http://www.facebook.com/jeanbagnol