Nome: A ratoeira |
“A RATOEIRA” – APRESENTADO POR V. CORREA
ARTES TRADICIONAIS E MODERNAS
1ª Arte – Música (som)
2ª Arte – Dança/Coreografia (movimento)
3ª Arte – Pintura (cor)
4ª Arte – Escultura/Arquitetura (volume)
5ª Arte – Teatro (representação)
6ª Arte – Literatura (palavra)
7ª Arte – Cinema (integra os elementos das artes anteriores)
8ª Arte – Fotografia (imagem)
9ª Arte – Banda desenhada, quadrinhos, bande dessinée, comics, mangá (cor, palavra, imagem)
10ª Arte – Jogos eletrônicos, videogames (interatividade com imagens enviadas a um dispositivo que as exibe, geralmente uma televisão ou um monitor).
11ª Arte – Arte digital (integra artes gráficas computadorizadas 2D, 3D e programação).
Recapitulando: ver no blog a postagem de A SOCIEDADE LITERÁRIA E A TORTA DE CASCA DE BATATA.
Gêneros literários, segundo a Antiguidade Clássica, principalmente Platão e Aristóteles:
- 1 – Lírico, geralmente em versos, com elementos de métrica, rima, sonoridade, aliterações.
- 2 – Dramático, para encenação, cujos principais exemplos são as famosas tragédias gregas e as comédias de costumes. Hoje, a dramaturgia se faz com as telenovelas, assitcoms, as peças de teatro, mamulengos, stand up comedies, o cinema…
3 – Narrativo, geralmente em prosa. Os subgêneros narrativos são os romances, novelas, crônicas, ensaios etc.
CONCEITO
A palavra drama significa ação, logo, é um acontecimento ou situação com intensidade emocional, a qual pode ser representada.
ORIGENS DO TEATRO – EVOLUÇÃO
Encenações acompanham a história da humanidade. Desde os primeiros tempos de sua evolução, os homens se fantasiavam a imitavam animais, supondo com isso obter caça farta. Os rituais de conexão com o sagrado e o desconhecido envolviam cantos, danças e representações. Tentava-se entender a natureza e dominá-la, agradar e homenagear o que se entendia por entidade superior.
TEATRO COMO O CONHECEMOS
CIVILIZAÇÃO GREGA
Séc VII a.C. Os rituais de homenagem a Dionísio evoluíram para o ditirambo, espécie de dança coletiva ao som de flautas, narrando fatos da vida do deus. Já é semi literária e vai gradativamente sendo formalizada. Sai das ruas e ocupa espaço próprio. Ganha público e se consolida como drama, no sentido de ação.
Dramas satíricos – antecedem a tragédia e não têm sua estrutura.
Tragédia – herói, personagens secundários e antagonista.Coro. Corifeu, que faz comentários sobre o destino do herói.(Poderosa Afrodite, de W. Allen). Figurinos e máscaras para atores e público.
Ésquilo (Os Persas, Prometu Acorrentado, Os sete contra Tebas) Sófocles (Antígona, Édipo Rei, Electra) e Eurípedes (Medeia, As Troianas, Hipólito). A maioria dessas tragédias teve versões ao longo dos tempos, muitas deles encenadas com temas atuais e algumas adaptadas para cinema. Gota d´Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, é baseada em Medeia, e ambientada num subúrbio do Rio, num conjunto habitacional.
Comédia – a principio eram cerimônias fálicas, de humor grosseiro, palhaçadas e licenciosidade, satirizando homens, deuses e heróis. Depois foram reconhecidas e levadas para os festivais dionisíacos. Na encenação, os atores se dirigem ao público. Máscaras e figurinos usam exageros e caricaturas (narizes, barrigas, ancas etc), para ridicularizar o personagem e provocar o riso. Aristófanes é o grande nome da comédia grega: As Rãs, Lisístrata (que inspirou vários filmes com a temática da greve do sexo, o mais recente A Fonte das Mulhereshttp://www.adorocinema.com/filmes/filme-178832/ .
TEATRO ROMANO – influência etrusca e grega. Formas: o mimo (mágica, canto, dança, acrobacia, imitação, companhias ambulantes. Pantomima: temática mitológica mais séria, ator mudo. Um narrador fala o texto, com música. Tragédias romanas: mais sanguinárias. Plauto e Terêncio.
TEATRO MEDIEVAL
Igreja católica proíbe os mimos, que a satirizavam. Do século V ao IX não há registro de atividades teatrais. Trupes itinerantes. A partir da metade da Idade Média, começam a aparecer encenações de caráter religioso (mistérios, Paixão de Cristo, milagres, moralidades, autos) e de caráter popular e profano (farsas, jograis).
COMEDIA DELL’ARTE
Final da Idade Média. Artistas mambembes, em feiras e festas populares, em carroça ou em salões quando convidados. Itália, depois França.
Personagens eram tipos fixos: Arlequim, Briguela, Colombina, Pantaleão, Capitão, Doutor, Enamorados. Apreciadíssimos. Teatros foram construídos.
Principal autor: Goldoni (Mirandolina e Arlequim, Servidor de dois Senhores). Influenciou Molière (O Doente Imaginário, Tartufo, Escola de Mulheres, O Avarento, O Burguês Fidalgo)
TEATRO RENASCENTISTA – retomada de temas do teatro clássico grego e romano. Construção de teatros dotados de equipamentos e recursos cenográficos avançados. Grandiosos festivais da corte, nobres participavam com pomposos figurinos.
TEATRO ELIZABETANO – Século XVI, diversão mais apreciada por pobres e ricos. Vários teatros construídos na margem esquerda do Tâmisa, segundo o padrão: construção circular, o palco até o centro da arena e três andares de galerias. Grande participação do publico, vaiando ou aplaudindo. Shakespeare, com tragédias (Hamlet, Otelo, Rei Lear, Romeu e Julieta) e comédias (A Megera Domada, As Alegres Comadres de Windsor, Sonhos de uma Noite de Verão). The Globe, reconstruído onde se supõe seriam encenadas peças de Shakespeare. http://www.shakespearesglobe.com/
TEATRO SÉCULO DE OURO ESPANHOL – sec. XVII, grande riqueza decorrente das descobertas marítimas. Trupes ambulantes, temática cristã, apoio de nobres, encenações em pátios e corrales. Lope de Vega (peças para Corpus Christi, comedias capa e espada). Calderón de la Barca (peças e autos sacramentais, obra-prima A Vida É Sonho).
NEOCLASSICISMO FRANCÊS – sec. XVII, aristocracia e reis absolutistas, teatro baseado em texto, atores quase apenas declama o texto. Corneille e Racine ( ), obediência a rígidas regras inspiradas na Poética, de Aristóteles.
PRÉ-ROMÂNTICO – sec. XVIII, reação à rigidez formal e estética aristocrática, Schiller e Goethe.
ROMANTISMO – sec. XIX, aparecimento de grandes intérpretes, os chamados monstros sagrados. Victor Hugo (Hernani).
REALISMO – cunho moral e didático, homem burguês, seus vícios e virtudes. Dumas, filho (A Dama das Camélias) e Ibsen (Casa de Bonecas, Hedda Gabler).
NATURALISMO – imitação da realidade, retratar o homem e a sociedade como são. Andre Antoine e Stanislavski.
SIMBOLISMO – muita inovação, com sugestões e evocações de fatos e sentimentos. Busca propiciar ao espectador o interior profundo e metafísico dos personagens e situações. Dança moderna. Maurice Maeterlinck (O Pássaro Azul, Pelleas et Mélisande).
TEATRO NO ORIENTE
China (espetáculos teatrais antes de 1500 a.C., com músicas, palhaços e acrobatas, teatro de sombras); Japão (origem religiosa e mitológica -teatros no, Kabuki, kyogen, bunraku); Índia (representações com cantos e danças narrando mitos e lendas dos livros sagrados).
http://pt.slideshare.net/plateroeeu/resumo-historia-do-teatro
Teatro The Globe, em Londres http://www.shakespearesglobe.com/
Poderosa Afrodite, de W. Allen https://www.youtube.com/watch?v=wX-NguA7vYg
Gota d´Água, de Paulo Pontes e Chico Buarque https://www.youtube.com/watch?v=l-WVR3AElN8
A Fonte das Mulheres, de Radu Mihaileanu https://www.youtube.com/watch?v=kzXEidNPAtU
Shakespeare Apaixonado, de John Madden, elenco estelar https://www.youtube.com/watch?v=_CxNF4eA6yw
A Ratoeira http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2895302&seccao=Teatro
“A RATOEIRA”- REUNIÃO
Data: 6 nov 2014
Local e lanche: Luzimar ofereceu a casa e a gentileza do ambiente agradável e acolhedor. Sylvia e Conceição ofereceram um delicioso jantar de massas. Sucos de frutas da fazenda e bebidas e sobremesas deliciosas da dona da casa.
Presenças: Anna Christina, Adivany, Andyara, Conceiçao, Luciana, Luzimar, Marilena, Marília, Regina Moura, Rosete, Sylvia, T Acioly, T Lírio, V Malta e V Correa.
Avisos e Ajustes:
. Agradecemos convite e justificamos ausência a evento promovido por Regina Moura. Sylvia representou o grupo.
. Rosete ficou de verificar com o Alexandre Innecco as confirmações e outras informações quanto ao evento A DAMA DAS CAMELIAS/LA TRAVIATA.
. O livro de Dumas, filho, na Estante Virtual a partir de R$ 2,90 http://www.estantevirtual.com.br/qtit/A-Dama-das-Camélias . E para baixar, em francês, http://beq.ebooksgratuits.com/vents/Dumas-fils-camelias.pdf , e em português http://www.elivros-gratis.net/livros-download-gratis-pg-4.asp
. Não teremos encontro em janeiro. O de fevereiro está marcado para o dia 5, a cargo das aniversariantes de janeiro e fevereiro, Andyara, Marília e T Lírio.
. O livro a ser debatido será O TEMPO ENTRE COSTURAS, de Maria Dueñas, na Estante Virtual a partir de 13,00 http://www.estantevirtual.com.br/q/maria-duenas-o-tempo-entre-costuras .
. Quem se oferece para apresentar esse livro?
O debate de A RATOEIRA
Como não ninguém se dispôs a apresentar livro/autora/contexto, eu, Vera Corrêa, preparei um apanhado sobre teatro: conceito de drama, origem e evolução das encenações, o teatro dentro das diversas épocas da história e das escolas literárias. Documento será publicado no blog. Rosete ressaltou a importância do cenário e das marcações de cena do livro debatido, como pistas para elucidação do mistério. Até fez um desenho do palco, conforme o livro, que também será aberto no blog.
As discussões bastante animadas giraram em torno de teatro/cinema/livro.
Como já foi expresso, foi sentida a falta de apresentadora que nos pudesse trazer biografia, contexto e outros dados da autora.
Comentário de teste de resposta de Patrícia
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