Nome: A Casa dos Budas Ditosos
Autor: João Ubaldo Ribeiro
Ano: 1999
Data do encontro: 09/07/2015
Apresentação por: V. Correa |
LOCAL Antiga sede Iate
PRESENTES: T Matos, Tininha, Marilia, Anna, Mury, Suely, T Lírio, M Célia, T Acioly, Marilena, Sônia Helena, Karla, Luzimar, Regina Moura e Andyara e Zezé.
AVISOS, AJUSTES E AGRADECIMENTOS: T Matos por ora não poderá mais ficar na coordenação das reuniões. Mas continua no núcleo diretor, junto com T Lírio, Luciana, e eu, Vera Correa. Agradecemos as colegas Nena, Tata e Regina Luz as providências para viabilização do encontro.
BOAS VINDAS: Suely, Tininha e T Mury.
LANCHE: As aniversariantes do mês, Karla e Zezé, e ainda T Acioly serviram lanche delicioso.
CONDUÇÃO DO DEBATE A CARGO DE V. CORRÊA
1. AUTOR – Biografia
2. CARREIRA – Bacharel Direito, Mestre em Administração Pública, professor universitário, tradutor.
3. FAMA E PRESTÍGIO
Fama: . colunista de jornal da grande imprensa por muitos anos
. livros adaptados para mídias populares, cinema e televisão, como Sargento Getúlio e O Sorriso do Lagarto
. samba-enredo da Império da Tijuca 1987
Prestígio e reconhecimento da alta intelectualidade nacional e internacional:
. Prêmio Camões. 2008
. Dois Jabuti
. Membro da Academia Brasileira de Letras
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/João_Ubaldo_Ribeiro#Biografia
4. ALGUNS ASPECTOS LITERÁRIOS DE A CASA…
. A dúvida quanto à autoria. Recurso para atiçar a curiosidade. Comum em textos epistolares, já abordados neste grupo.
. Memórias – subjetividade, confessional, narrador 1ª pessoa, ritmo aparentemente aleatório entre épocas diferentes.
. Linguagem – mais que coloquial, “boca-suja”, flow of consciousness
. Verdade e Verossimilhança –
http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1605540
5. DEBATE
5.1. A RODA MALVADA – cada pessoa fala algo sobre o livro. Considerando a riqueza e diversidade de opiniões a respeito de livro, autor, conteúdo e personagens, convidamos todas a resumirem suas falas nos comentários no blog.
5.2. UM TESTE – projeção de foto do cantor sertanejo Cristiano Araújo, recentemente falecido e um artigo a respeito. http://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/25/cultura/1435186419_653347.html
Pretendemos, com isso, demonstrar que pouco sabemos, que nossos interesses são limitados, que vivemos em guetos, em bolhas. E que, portanto, quanto à temática do livro, pouco podemos afirmar.
6. OUTRAS REFLEXÕES
6.1. DIFICULDADES COM O TEXTO – CONCEITOS
Primeira abordagem. Estabelecer diferença entre erotismo e pornografia.
“Ocorre, claro, que todo tipo de complicação moral e estética entra em cena na hora de separar uma coisa da outra. O que é erótico para um pode ser – e frequentemente é – pornográfico para outro.” Texto Diferença entre pornografia e erotismo.
6.2. ESCOLHA DO ENFOQUE PARA DEFINIÇÃO DO CARÁTER DO LIVRO
“Existem expressões da pornografia que são perversas, pois impõem ao outro algo que ele não quer: não levam em conta a alteridade.” Ceccarelli, texto no blog.
Enorme diferença entre jogo erótico e sujeiçao. Na sujeiçao, há uma relação assimétrica de poder. Exemplos: Propagandas de cerveja. Cantadas grosseiras (matéria do Fantástico de 5/7/2015). Encoxadas em coletivos. Beijos à força nas baladas e micaretas. Imagens infamantes e degradantes da dignidade de mulheres. Divulgação de imagens íntimas (revenge porn). Exploração sexual de crianças e adolescentes. Perseguição, espancamentos, negação de direitos civis e assassinatos de homossexuais. Ranking de “vadias” em escolas. Estupro. Raptos prolongados, cativeiro. Tráfico de pessoas com fins de prostituiçao. Casamentos forçados com crianças. Religiosos (padres, pastores, imans) e quaisquer outras pessoas pedófilos. Tortura policial ou política focada em órgãos sexuais e estupros. Estupros como estratégia de limpeza étnica – Guerra dos Bálcãs. Mutilação genital. Mutilação com ácido.
7. CONCLUSÃO
“Uma das mais óbvias injustiças sociais cometidas pela civilização é exigir de todos uma idêntica conduta social. (…)aqueles cuja constituição sexual é “indomável” não aceitarão os limites impostos pela cultura, e tentarão escapar a esta injustiça pela “desobediência às normas sociais”: serão “marginalizados como pervertidos”
Cecarelli, texto publicado no blog também.
Mas diante de tantas perversões e maldades relacionadas a sexo, o que se passa no livro, entre adultos que sabem o que estão fazendo e nisso consentem, embora incomum (não sabemos), é erotismo.
8. PARA FECHAR
HOMO SUM: NIHIL HUMANI A ME ALIENUM EST PUTO.
Sou humano : nada do que é humano me é estranho.
Terencius Publius Afer, cerca de 190/160 a.C.
Duas mensagens possíveis:
Que nada nos espante.
Que a nada sejamos indiferentes, que a nada sejamos alheios.
LINKS
Dos artigos reproduzidos anteriormente no blog:
Outros;
PRÓXIMO ENCONTRO: 13 de agosto, provavelmente no Iate (a confirmar).
LIVRO ESCOLHIDO: Número Zero, de Umberto Eco, apresentação de Andyara.
LANCHE: a cargo de Regina Moura e Marília
A CASA DOS BUDAS DITOSOS, de J Ubaldo Ribeiro.
Mais um texto para refletirmos: http://ceccarelli.psc.br/pt/?page_id=1141
A CASA DOS BUDAS DITOSOS, de J Ubaldo Ribeiro
Para atiçar o debate: http://www.cranela.com.br/2014/12/cultura-do-imediato-voyeurismo.html
Para pensar, contestar, discutir, concordar…
A CASA DOS BUDAS DITOSOS, de J Ubaldo Ribeiro
Provocações para o debate, feitas por T Lírio e V Correa:
Que distinções podemos fazer entre sensualidade, erotismo e pornografia?
O Jornal O DIA, publicou uma materia sobre a estreia da Fernanda Torres na Peça “A Casa dos Budas Ditosos” (http://odia.ig.com.br/diversao/2015-06-22/fernanda-torres-estreia-nova-temporada-de-a-casa-dos-budas-ditosos-no-rio.html) com trechos do diretor, Domingos de Oliveira. Destaco o seguinte:
“A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais” . Será ? Estou curiosa para ver como essa ideia será tratada em nosso debate!