
Nome: 1984
Autor: George Orwell
Ano: 1948
Data do encontro: 26/11/2021
Nome: Sapiens- Uma breve história da humanidade
Autor: Yuval Noah Harari
Tradutor: Janaína Marcoantonio
Ano: 2015
Data do encontro: 05/05/2022
Apresentação por: Rosete, Inocência e Odila
Registro da reunião
Por Inocência Mota
Rosete Ramos ministrou uma aula sobre a origem do homem, fundamentando a procriação nos aspectos biológicos. Como médica e professora contestou o autor quando diz que existe o masculino e o feminino, mas ser homem e mulher seria realidade imaginada.
Conferir toda a apresentação pelo link apresentaccca7acc83o-sapiens_05.05.2022
Odila Damian apresentou a biografia do autor. YUVAL NOAH HARARI é filósofo, escritor e professor na Universidade Hebraica de Jerusalém. Recebeu duas vezes o prêmio Polonsky por criatividade e originalidade (2009 – 2012); Monkado Award em 2011; Academia Jovem Israelita de Ciências em 2012.
Odila Damian traz o fato de que o livro Sapiens, uma breve história da humanidade, foi escrito a partir de trabalhos acadêmicos dos alunos do professor Yuval e que, quando foi traduzido para o idioma inglês, obteve a graça de ter sido lido e indicado pelo ex presidente Barack Obama.
Maiores informações sobre o autor, conferir no link yuval-noah-harari-por-didi-damian-1
Inocência Mota falou sobre as realidades Imaginadas. O autor se utiliza da imagem da Peugeot para explicar como se constrói um mito, uma ficção. Defende que nada existe: direito, deus, liberdade, justiça, igualdade, estado e demais entidades. Tudo é uma realidade imaginada pelos sapiens e que é criada a partir da linguagem e da cooperação de uns com os outros.
Mais informações no link sapiens
Roda de Fogo
O debate do livro Sapiens, uma breve história da humanidade, nesse encontro, foi focado, somente, nos capítulos 1 e 2, haja vista a logística dos membros do grupo.
O livro, na visão de algumas das participantes tem uma linguagem fácil e traz vários questionamentos interessantes. Suscita questões, dentre outras, sobre ideias preconcebidas, sobre a relação entre a história e a biologia, sobre a justiça na história e a evolução da felicidade individual.
De fato, quanto à história e a biologia, Yuval filosofa dizendo que as narrativas históricas substituem as narrativas biológicas como nosso principal meio de explicar o desenvolvimento do Homo Sapiens. Segundo ele, a afirmação não significa, todavia, que o Homo Sapiens e a cultura humana tenham se tornado isentos de leis biológicas. “Ainda somos animais e nossas capacidades físicas, emocionais e cognitivas continuam sendo moldadas pelo nosso DNA, embora o DNA não seja tão autoritário assim”, acrescenta.
Várias leitoras lembraram que, no mundo científico, o autor foi muito criticado. Tal qual o mundo científico, muitas das debatedores comentaram que o autor apresenta alguns teses estimulantes, mas expostas com exagero, descuido e sensacionalismo, típicas da imaginação Sapiens versada em criar mitos e ficções, mas sem fontes comprobatórias.
Em vários momentos pode-se vislumbrar indícios de contradição em algumas hipóteses a exemplo de quando defende que o humano era um animal mais insignificante que os demais. Apesar de ressaltar essa fragilidade, acusa, em outras oportunidades, que o Sapiens é o culpado pelo extermínio dos demais humanos e dos animais gigantes.
Defende, ainda, que ter um cérebro grande constituía um custo em um período em que era a força que se sobressaía. Argumenta, inclusive, que não foi cérebro grande quem promoveu o Sapiens, tanto que os neandertais e o porco nunca produziram nada, embora tivessem cérebros grandes.
Apesar de defender que as transformações dos humanos teriam ocorrido mediante mutações casuais, defende que foi a linguagem dos Sapiens que o diferenciou dos demais humanos, pois a partir da linguagem teria sido possível gerar informações e essas informações teriam levado a se agruparem permitindo a defesa da espécie.
Houve contestação sobre o que o autor reputa como “a maior fraude da história”, ou seja, a revolução agrícola. Yuval diz que foi a agricultura quem domesticou os Sapiens que, como caçadores coletores, não estavam preparados às exigências que o trigo lhes impunha, tendo sido um ônus para os humanos se adaptarem. As debatedoras defendem que a revolução agrícola foi um bem para a humanidade a medida em que as pessoas se reuniram para cuidar da terra, passaram a viver mais e melhor e que teria sido nesse período que foi criada a linguagem, a escrita e os números.
Observações:
O livro escolhido para o próximo encontro foi Tudo é Rio, de Carla Madeira.
A reunião contou com a presença dos seguintes componentes do grupo:
1. Andyara;
2. Ana Brandalise;
3. Anna Christina;
4. Aline Said;
5. Cléa Rodrigues;
6. Conceição;
7. Flávia Ribeiro;
8. Inocência Mota;
9. Janete Krissak;
10. Karla de Podesta;
11. Luciana Leão;
12. Maria Célia;
13. Marília;
14. Odila Damian;
15. Rosângela Xavier;
16. Rosete Ramos;
17. Solange;
18. Suely Carneiro;
19. Sueli Amorim;
20. Terezinha Acioly.
Para ver as fotos do encontro : fotos do encontro sapiens