É assim que acaba

Nome: É assim que acaba
Autor: Colleen Hoover
Ano: 2018
Tradução: Priscila Catão
Data do encontro: 02/03/2023
Apresentação: Ana Brandalise e Renilda

Registro, edição e publicação por Rosana Cipriano, Ana Brandalise e Andyara Schimin.

A reunião foi iniciada pela Ana que apresentou a biografia da autora, Colleen Hoover, vida e obra. Para ver a apresentação: Colleen Hoover

Na sequência, Renilda, realizou a apresentação da obra, destacando aspectos como número de páginas, número de capítulos e aspectos que considerou mais relevantes, como o tema polêmico por evidenciar a violência doméstica e relacionamento abusivo, destacou o epílogo e a nota da autora, a este por considerar muito propositivo e esclarecedor. Apresentou os personagens com ênfase à personagem principal, Lily, bem como , aos demais, secundários, que protagonizam momentos importantes em toda a obra, narrada em primeira pessoa e com excelente domínio do tempo. O enredo da obra é dividido em duas partes, sendo a primeira parte constituída de 18 capítulos. Na sequência, a Renilda traz fatos marcantes registrados em alguns capítulos como a primeira agressão física no capítulo 14, a segunda agressão no capítulo 18 e a terceira registrada no capítulo 23, quando também ocorre o clímax quando da homenagem do Atlas à Lily. Aspectos como ao amor de Lily ao pai e a dedicatória da obra ao pai e à mãe são também aspectos destacados. Confira aqui a apresentação: É assim que acaba- resenha

Após a apresentação detalhada do livro, passou-se para a Roda de Fogo, onde todas as leitoras presentes se manifestaram com suas considerações. A obra lida dividiu as opiniões e foi alvo de elogios e críticas, especialmente por se tratar de temas relevantes e polêmicos como violência domésticarelacionamentos abusivos, entre outros.

A obra não foi apreciada por algumas leitoras por não se identificarem com a temática abordada, especialmente em razão de nunca terem vivido experiências semelhantes. Outras leitoras não gostaram da obra, pois relacionaram com suas experiências profissionais e as muitas situações experienciadas, ao longo da carreira, tão delicadas ou mais graves que as narradas no livro.

O livro foi também muito elogiado nos aspectos relativos à textura da narrativa, relacionado a diversos aspectos do campo da psicologia, que justificam ou apontam para esses cenários da temática apresentada. A narrativa é rica em detalhes e mesmo com a descrição tão aprofundada de episódios mais densos, como relações sexuais, é real sem ser agressivo ou invasivo.

A autora foi considerada como ousada e corajosa por abordar com tamanha clareza e riqueza de detalhes, assuntos tão sensíveis à sociedade e por dar voz à mulher ao se manifestar e tomar decisões, no entanto ratificou-se a leitura como válida, mas não como uma literatura que comumente seria escolhida. Mas inegavelmente os temas e pautas tratados e discutidos são imprescindíveis necessários à reflexão como um dos fenômenos sociais, destacou-se que até aquela data o Distrito Federal já havia registrado oito feminicídios corroborando com as discussões promovidas com a leitura do referido livro.

Algumas leitoras se identificaram com a personagem pelo fato de também, como a Lily, fazerem registros de suas experiências de vida, como fatos da adolescência e de viagens em família, em diários.

Marília Leão nos forneceu um resumo do livro. Confira aqui: resumo do livro

Sueli Amorim nos enviou seus comentários: É assim que acaba

Inocência também colaborou com suas considerações:
“Ainda que a destempo, registro que gostei do livro de Colleen Hoover, É assim que acaba.
É uma narrativa que principia com aspectos de que será mais um tradicional conto de fada. No entanto, vai mais longe quando a autora traz à baila tema instigante e atual como a violência doméstica.
O livro não deixa de ser uma lição de vida quando apresenta uma mulher suficientemente forte para interromper um ciclo de maus tratos por ela vivenciado onde sua mãe era a vítima. O agressor, no caso de Lilly a personagem central, era lindo, educado e bem sucedido. Não era um vilão como o pai, agressor de sua mãe. Tudo levaria a crer que a personagem sucumbiria a tantos talentos. Veio a gravidez. Ela não se vitimizou, não usou o nascimento do filho para justificar uma possível subserviência e se submeter aos maus tratos.
A meu sentir, a autora foi muito feliz em dizer que, embora difícil, é possível se safar de situação tão indignificante.”

Para a próxima reunião serão lidos os  livros: ‘Onde existe amor, Deus aí está’ de Leon Tolstói e ‘Sobre os ossos dos mortos’ de Olga Tokarczuk.

Estiveram presentes: Rosana, Linair, Luciana, Renilda, Clea, Rosângela, Odila, Maria Tereza Viana, Ana Brandalise, Andyara, Teresinha Acioly, Maria Celia, Suely Carneiro, Sueli Amorim e Marília Leão. Para ver as fotos: fotos do encontro.

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