
Nome: Meu Coração Diz Teu Nome
Autor: Cris Lisbôa
Ano: 2023
Data do encontro: 01/02/2024
Apresentação: Inocência, Odila, Teresa Lírio e Renilda
Ficou decidido que não haveria necessidade de uma apresentação formal da obra, mas que cada participante anotaria uma frase ou um trecho que tenha gostado ou que o tenha levado à reflexão.
Inicialmente, a bibliografia de Cris Lisbôa foi apresentada por Odila, que fez abrangente pesquisa sobre a autora, que escreveu várias obras. Além disso, comentou alguns trechos do livro e contextualizou a cidade onde a autora nasceu.
Dados e obras no link: Escritora, jornalista, professora…
Renilda acrescentou dados biográficos da autora, apresentou a estrutura da obra e fez uma resenha questionando: Como nasceu esse tema?
Teresa Lírio contribuiu com reflexões sobre a personagem do livro: Cris Lisbôa nos conta…
Inocência: A autora mergulha na profundeza emocional da protagonista e no seu esforço descomunal em evitar que a sua voz seja abafada pelo que pensam que ela é. Assim, a luta da personagem é, na obra, retratada mediante uma poesia em prosa e pelas inúmeras frases de efeito. O livro fala da dificuldade…
Suely Carneiro, Márcia Mazo e Regina Moura escolheram a frase: “Na escuridão a luz decide o que a gente pode ver ou não. O problema é que quando a escuridão é do lado de dentro só quem pode acender a luz somos nós”
Ainda Suely comentou que: O livro retrata a vida das gêmeas que nasceram diferentes. Uma mancha enorme no rosto. A metáfora é a mancha. A sociedade é preconceituosa, racista e elitista. A mancha representa a cor do ser humano, o nível social. Uma comparação implícita.
Aline Saide: “Não importa a cor da tua pele, a roupa que vestes … importa o que revelas no teu olhar.”
Flávia Luz: “Foi um riso que me convidou para rir junto e só percebi que ele me abraçou quando ouvi o mar. Encostar a cabeça no peito dele era como encostar o ouvido em uma concha. Sabe?”
Linair: “Ah, sim. Raiva. É uma gosma pegajosa que caminha pelo corpo e, ao contrário do que pensam, sequer chega perto do cérebro. A razão não dá voz pra raiva, vem logo cheia de argumentos que fazem sentido, a gosma se ressente, resseca, desiste de existir, então ela prefere só escorrer pelo sangue, prejudicar os movimentos de sístole e diástole do coração, envenenar a língua. Quando a pessoa tem sorte, dá pra cuspir. Não sem antes arranhar absolutamente tudo por dentro.”
Ana Brandalise: “Eu amo você. Essa frase não existe. Pelo menos em algumas tribos africanas. O que existe é: eu vejo você. (…) Eu vejo você. Vejo seus medos, suas vulnerabilidades, seu cansaço, sua feiuras, seus medos, seus descompassos emocionais. E gosto de você mesmo assim. E fico mesmo assim. Não é bonito?”
Participantes:
- Aline Saide
- Ana Brandalise
- Andyara
- Cléa
- Flavia Ribeiro
- Inocência Mota
- Luciana
- Márcia Marzo
- Marílena
- Odila
- Regina Moura
- Renilda
- Rosângela
- Sueli Amorim
- Sueli Carneiro
- Tereza Lírio
Para ver as fotos do encontro: FOTOS
Livro escolhido para a próxima reunião a ser realizada em 07/03: O deserto dos tártaros, de Dino Buzzati.