Aniversário de Brasília! Me lembro de minha chegada, nos anos de 1966, jovem francesa lançada em uma imensa aventura, que também era um sonho de muitos anos, sonho despertado pela grandeza do país, pelo mistério incomensurável da Amazônia, pela construção desafiadora da nova capital plantada em pleno deserto do cerrado! Brasília! Anos antes, a cidade tinha marcado minha vida, já que um dos temas da dissertação do vestibular tinha sido “Brasília: arte e técnica”. Foi este tema que eu escolhi e me valeu a maior nota 18/20. Como eu gostaria de reencontrar esta ingênua redação dos meus 18 anos, eu que nunca tinha saído do meu país, e praticamente da minha região, mas eu que achava que conhecia o mundo através das minhas leituras e mapas mundi encantados. Mas voltemos a minha descoberta de Brasília.
Era um mês de junho. Tinha saído de Recife em um jeep com uma família amiga que vinha visitar parentes, funcionários na nova capital do Brasil. Eramos 5: a mãe, 2 filhas, o namorado de uma delas, nosso motorista e eu. A viagem tinha sido um caos, por estradas impossíveis, primeiro, afundados em lama, na saída de Recife, depois imersos em poeiras, cheias de buracos a medida que descíamos para o Sul do país .
A ultima noite, no entanto, foi mágica, depois de quilômetros e mais quilômetros rodando sem fim em um solitário deserto estéril. Estavamos esgotados, desencantados, descrentes. Como poderia existir uma cidade aqui? Então, eu tive uma visão. Lá, ao longe, percebi um vago clarão no céu, que competia com as estrelas que se apagavam ao seu contato e desapareciam no horizonte distante. horizonte. O motorista era o único acordado e falamos juntos, baixinho, para não assustar o silêncio da noite: Brasília!
Gritei para os outros, gritei, me lembro, com uma força incomum: Brasília! com a mesma sofreguidão que o marinheiro que descobre a terra depois de semanas de navegação. Todos acordados, paramos o carro na simples contemplação de uma possível miragem, no silêncio absoluto, o rosto e os olhos iluminados de uma alegria profunda. Tínhamos levado 7 dias pernoitando em dormitórios de estrada, comendo arroz e feijão com farinha e tínhamos chegado….finalmente.
Não podíamos irromper, assim de madrugada na casa dos parentes. Houve então uma última noite na terra gelada, em torno de uma fogueira acesa, enrolados em cobertores, e esperando trêmulos o levantar do sol. Esperando entrar finalmente na Capital da Esperanza!
Autor: Ana E Brandalise
O fio da vida: fotos do encontro 06/04/2017
O Fio da Vida
Nome: O fio da vida |
Resumo por Masumi
Para ver a apresentação clique aqui
LIVRO O FIO DA VIDA – Kate Atkinson
Inicialmente, Luciana falou sobre o livro “O Fio da Vida”, de Kate Atkinson, escritora inglesa premiada. O romance se passa em várias épocas, desde o inicio da Primeira Guerra Mundial até depois da Segunda Guerra. Tem como temas os horrores das guerras, o destino, vida, morte, família, aborto, adultério, solidariedade, suicídio, doença mental etc. Além dos personagens principais há mais de cem personagens secundários no livro.
Mario fez um resumo das guerras mundiais, seus conflitos, suas causas e consequências, países aliados e inimigos. Falou sobre o Tratado de Versalhes e a influência de Hitler no mundo, especialmente nos aspectos sociais, econômicos e geográficos. Veja clicando aqui.
Rosete apresentou as criações surgidas na época do romance e a influência das guerras na área da saúde, tais como o surgimento da Gripe Espanhola, causada pelo vírus H1N1, que matou aproximadamente 100 milhões de pessoas, mais do que as guerras mundiais. Falou sobre as doenças mentais, esquizofrenia e distúrbio dissociativo de identidade.
Teresa Lírio discorreu sobre as emoções e sobre a sensibilidade da personagem Ursula. Veja clicando aqui.
Para ver o resumo da reuniãohttps://livroseraquetes.wordpress.com/2017/04/21/2231/
As fotos de Vera Correa https://livroseraquetes.wordpress.com/2017/04/12/o-fio-da-vida-fotos-do-encontro-06042017/
A livraria mágica de Paris: fotos do encontro 04/03/2017
Nina George por Maria Célia
Nina George, escritora, jornalista e professora, nasceu em 30 de agosto de 1973 (43 anos), em Bielefeld – Alemanha).
Começou a trabalhar a partir dos 14 anos em vários estabelecimentos de alimentação
Em 1991, abandonou a escola antes de terminar o ensino médio.
Começou a escrever em 1993 como jornalista freelancer e colunista de revistas como a Cosmopolitan, Penthouse, TV Filme, Frau im Trend.
Escreve thrillers, romances, artigos, contos e crônicas.
É mais conhecida como autora de “A Livraria Mágica de Paris” (The Little Paris 33Bookshop), um best seller internacional que foi traduzido em 33 idiomas a partir de 2015 e foram vendidas mais de 500.000 cópias. Permaneceu mais de um ano nas listas de livros mais vendidos da Alemanha e foi best seller na Itália, na Polônia, na Holanda e nos Estados Unidos, figurando várias semanas na lista do New York Times. Foi classificado entre os dez melhores romances na lista da revista Spiegel.
É uma novela semi-autobiográfica escrita após a morte de seu pai.
A primeira publicação foi em alemão como “Das Lavendelzimmer” em 2 de maio de 2013.
Publicou 26 livros (romances, mistérios e não-ficção), mais de uma centena de contos e cerca de 600 colunas em jornais.
Trabalhou como repórter policial, colunista e editora-chefe de uma ampla gama de publicações, incluindo Hamburger Abendblatt, Die Welt, Der Hamburger, bem como TV Movie e Federwelt.
Nina George é casada com o escritor Jens J. Kramer e divide seu tempo entre Hamburgo e a Bretanha.
É membro, dentre outras associações:
– do PEN International (promove a literatura e sua liberdade de expressão. Abrange mais de 100 países. É uma organização não-política reconhecida pela UNESCO. É conselheira de assuntos relacionados com os direitos autorais.);
– da Das Syndikat (associação de autores de crimes de língua alemã);
– da Associação dos Autores Alemães (VS);
– da Associação de Autores de Hamburgo (HAV);
– da BücherFrauen (Women in Publishing);
– da IACW / AIEP Of Crime Writers;
– da GEDOK (Associação de artistas femininas na Alemanha), e
– do PRO QUOTE e Lean In.
Faz parte da diretoria do Conselho de Escritores e Tradutores dos Três Mares (TSWTC), cujos membros vêm de 16 países.
Em 2014, pronunciou o discurso de abertura em Berlim, na Conferência dos Escritores Alemães, para 140 escritores presentes.
Ela ensina a escrever na Literaturbüro Unna, Alsterdamm Kunstschule, Wilhelmsburger Honigfabrik, onde ela treina jovens, adultos e autores profissionais.
Ela se mudou para Concarneau, na França, onde agora mora com seu marido.
Livros como Nina George
2013 – A Livraria Mágica de Paris
2010 – O Jogador da Lua, Knaur- premiado com o Delia 2011 – prêmio literário para o melhor romance alemão do ano anterior pelos Amigos da Literatura
2008 -Como é o Inferno,
2005 – O Vocabulário dos Homens
2003 -O Caminho do Guerreiro
2003 – Jack, Rainha
2001 – Nenhum Sexo, Nenhuma Cerveja
Livros com o pseudônimo de Anne West – sobre questões de amor, sexualidade e erotismo
2009 – O Que as Mulheres Sonham e Como Obtê-lo
2009 – Sexo para Esquiadores Avançados
2009 – Sentindo – o Sentimento
2009 – Sexo Absoluto
2007 – Deusas do Sexo Manual
2006 – Sexo de Um Dia
2006 – O Efeito de Venus
2004 – Histórias Sujas
2003 – Kamasutra Without Hernia, como co-autor.
Por que os Homens São tão Rápidos e as Mulheres só Fingem,
1998 – As Boas Meninas Fazem na cama – As Más, em Toda Parte.
Livro como Nina Kramer (seu nome de casada)
2008 – A Life Without Me – sobre a saúde reprodutiva das mulheres
Livros com o pseudônimo de Jean Bagnol – escreveu novelas policiais com seu marido
2015 – Comissário Mazan e o Anjo Cego
2013 – Comissário Mazan e os Herdeiros do Marquês
Em uma entrevista ela disse:
” Escrevo para entender melhor o que penso, para ver o mundo com mais clareza – e porque é como exprimo o meu desejo de criar, de mudar o mundo, o meu amor pela humanidade. Escrever para mim é uma maneira de me comunicar em todas as direções: comigo mesma e também com outras pessoas. É também traduzir as profundezas escuras da experiência humana em histórias para que outros possam aprender algo como tolerância e como se ver mais claramente.”
“É cada vez mais importante para os autores se envolverem nos dias de hoje. O movimento em direção ao conteúdo digital fez com que nosso trabalho perdesse valor. As taxas fixas, os contratos de compra total, a pirataria de livros eletrônicos e o preço de dumping levaram a sociedade a depreciar nossas conquistas, assim como o uso do nosso trabalho pelo Google Books e outros, o que é claramente ilegal de acordo com a legislação alemã. Não só a sociedade, mas também os políticos. As pessoas usam o nosso trabalho sem fornecer compensação adequada nem mesmo defender nossos direitos.”
“É por isso que estou lutando: impedir que nosso trabalho seja valorizado apenas com base no preço.”
Tel/fax 0049 3222 4277 353 – http://www.facebook.com/jeanbagnol
O amante japonês: fotos do encontro 02/02/2017
Acaba “Chorando Baixinho”- fotos do encerramento do ano de 2016.
No teu deserto, Miguel de Souza Tavares – 10/11/2016
Nome: No teu deserto |
Considerando que o autor, Miguel de Sousa Tavares, já havia sido apresentado por Regina e Vera Malta em sete de agosto de 2014, por ocasião do debate em torno do livro Madrugada Suja, o grupo do blog iniciou o debate do livro “No Teu Deserto” pela “roda de fogo” com a palavra circulando entre todas as participantes.
Quem tiver interesse em relembrar a pesquisa sobre o autor feita em 2014, clique aqui.
Masumi fez o registro completo de reunião de dez de novembro, com as todas as deliberações. Leia clicando aqui.
Transcrevendo parte do Registro de Masumi:
“Algumas pessoas expressaram sua opinião sobre o lado poético da viagem no deserto, destacando os aspectos da solidão, do silêncio e da paisagem.
Outras opiniões sobre o livro foram a respeito de um roteiro estritamente descritivo sobre a viagem e os obstáculos surgidos.
Teresa Lirio fez comentários sobre a rota seguida pelo autor, apresentando fotos das cidades e do mapa da região. ”
O vídeo apresentado por Teresa bem como dados sobre o deserto de Saara encontram-se disponível em postagem nesse site. Veja aqui.
Nossa fotógrafa, Sueli Carneiro nos enviou as fotos. Vera Correa também contribuiu para o registro de mais esse agradável encontro! Vejam em nossa galeria !
Faz cinco minutos ou quarenta anos?
Faz cinco minutos ou quarenta anos que aquelas músicas acompanhavam nossos sonhos?
Quantas tardes ficamos tentando traduzir e entender nosso poeta?
E como as palavras nos tocavam!
E o mundo era nosso e mudaríamos os paradigmas e viveríamos um tempo mais justo.
Um viva ao Bob Dylan por mais este prêmio, por questionar e representar tão fielmente nossa realidade e nossos sonhos.
Faz cinco minutos ou quarenta anos?

