A Balada de Adam Henry, de Ian McEwan – Resumo elaborado por Masumi

RESUMO DO LIVRO A BALADA DE ADAM HENRY – IAN MCEWAN

A BALADA DE ADAM HENRY passa-se em Londres, tendo como principal personagem Fiona Maye, respeitada juíza do Tribunal Superior.

Terminados os árduos trabalhos no Tribunal, Fiona encontra-se em sua casa, tentando relaxar-se após uma intensa briga com seu marido Jack. Ele reclamou a respeito da vida sexual deles, prejudicada pelo intenso trabalho de Fiona. Jack estava com 60 anos e queria ter uma grande paixão, apesar de dizer que ainda a amava. Fiona não aceitaria um casamento aberto após 35 anos de convivência, preferindo ficar sozinha.

O cotidiano da juíza era repleto de problemas que acontecem no mundo atual, tais como divórcio, briga pela guarda e educação dos filhos, pensões, heranças, residência dos filhos, estupros, drogas, problemas religiosos, alcoolismo, agressões, assassinatos etc. Quando os processos da Vara de Família envolviam crianças, ela sempre dava prioridade à Lei da Criança.

No meio de sua crise conjugal, surgiu um caso gravíssimo: a vida de Adam Henry, de 17 anos e 9 meses, dependia de uma transfusão de sangue pois era portador de uma forma grave de leucemia. Contudo, seus pais não aceitavam tal procedimento por serem adeptos das Testemunhas de Jeová. A falta da transfusão poderia levar Adam à morte por hemorragias internas. Fiona defendia que “uma criança não deveria se matar por motivos religiosos”.

Após a sessão do Tribunal, Fiona e a Assistente Social visitaram Adam no hospital. Lá ela chegou à conclusão de que ele era muito inteligente e sensível, que gostava de escrever poesias e que estava aprendendo a tocar violino há pouco tempo. Ao ser perguntado sobre sua decisão de não receber a transfusão, suas respostas eram de acordo com a opinião de seu pai. Fiona contou-lhe que, se ele não morresse, poderia ficar cego, ou mentalmente incapaz ou ser dependente de hemodiálises. Durante a visita, Adam ficou muito animado, pediu-lhe que retornasse e que lhe desse seu e-mail.

Segundo Fiona, Adam Henry possuía a Competência de Gillick.

No dia do julgamento, a juíza “negou a vontade de Adam e de seus pais”. Deu maior importância ao bem estar de Adam Henry, impedindo uma morte desnecessária a fim de que ele não se tornasse um mártir de sua fé.

A vida conjugal de Fiona também sofreu uma mudança, Jack voltara arrependido, mas ela não se entusiasmou. Houve brigas, confissões, acusações amargas e passaram a viver separados sob o mesmo teto.

Passado algum tempo, Adam enviou-lhe uma carta dizendo que seus pais agradeceram a Deus pela transfusão. Entretanto, ao retornar à vida normal, ele abandonou a igreja e não mais se entendia com seus pais. Fiona não lhe respondeu. Mais tarde, ela recebeu outro envelope azul com uma carta que também ficou sem resposta.

Ao partir para uma série de sessões em Tribunais de outras regiões da Inglaterra, ela teve uma enorme surpresa. Adam Henry a seguiu de Londres até Newcastle, porque havia abandonado a casa de seus pais. Disse a Fiona que queria agradecer-lhe e queria morar em sua casa. A juíza recusou seu pedido e o mandou para a casa de uma tia de Adam, em Birminghan. Ao se despedirem, houve um beijo comprometedor, que feria sua ética, mas que deixou uma marca indelével em sua memória.

Mais tarde, Fiona recebeu outro envelope azul com um poema inacabado, “A Balada de Adam Henry”. Ele finalizava com as palavras “o beijo dela era o beijo de Judas e traiu o meu nome”, “Morte àquele”…

Ao ligar para a Assistente Social, Fiona soube que Adam tinha morrido. Após uma recaída da leucemia, ele foi hospitalizado e recusou a transfusão. A juíza pensou, então, que ele se suicidara, como insinuava o final do poema. Ela imaginou que poderia ter evitado esse triste fim se o tivesse ajudado.

Fiona teve o apoio de Jack, enfim, suas vidas voltaram ao normal.

 

 

Se houver interesse:

(Ler a Lei da Criança, de 1989; Seção 8 da de 1969 à Lei da Familia; Consentimento de Gillick)

 

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