Cinco anos de leitura compartilhada!

Há algum tempo, Vera Correa publicou :

“Já parou pra pensar no que você anda lendo?”

Após cinco anos de leitura compartilhada, podemos pensar em nossas preferências: literatura brasileira x literatura estrangeira, nacionalidade dos  escritores;  autoria: homens x mulheres?   

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Sociedade Literária Livros e Raquetes: Cinco anos de leitura compartilhada –

O Coronel Chabert, de Honoré de Balzac – Contribuição de Teresa Lirio

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Estátua de Balzac, feita por por Auguste Rodin entre 1892 e 1897, inicialmente exposta em Paris. Atualmente está no museu de Arte Moderna de Nova York . Rodin, pretendeu comunicar a vitalidade  Criativa de Balzac : “Penso em seu intenso trabalho, na dificuldade de sua vida, em suas incessantes batalhas e em sua grande coragem, disse o artista. Fonte –  Wikipedia.

1)Balzac bem poderia ser um personagem de seu livro “A comédia humana”! A história de sua vida e a importância  de sua obra estão fartamente documentadas e podem ser lidas em várias fontes. De minha pesquisa  destaco as três abaixo relacionadas com os links para os interessados.

1) Entrevista com Gloria Carneiro do Amaral

Professora e pesquisadora especialista em

língua e literatura francesa.

2) Balzac – Vol. 1 – A Comédia Humana – Estudos de Costumes /Cenas da vida Privada. A Vida de Balzac, Por Paulo Rónai . Ed. Biblioteca AzulCaptura de Tela 2017-11-08 às 21.15.27

Primeiro volume dos dezessete que compõem a Comédia humana, que inclui mais de 80 romances, com a participação de mais de 2000 personagens. Os personagens  circulam entre diferentes tramas, marcando uma contribuição de Balzac à Literatura.

3) Da perda das ilusões à melancolia: um estudo psicanalítico em Balzac.

Tese de doutorado em Psicologia Clínica e Cultura – Elzilainde Domingues Mendes – UnB – 2014

 

Vera Correa – Reconciliação

 

Dia das Mães chegando.
Esther Lucio Bittencourt me lembrou deste escrito, publicado no Primeira Fonte há alguns anos.

Reconciliação

Por Vera Guimarães

Eu tinha quase oito anos e bastante confusão no coraçãozinho de menina. O pai, carinhoso e amável, mas desprovido das armas para os embates da vida, acabou cedendo a chefia da família para a mãe, valente e decidida, que abriu uma pensão para sustentar a família numerosa.

Eu não sabia direito a quem amar, se à provedora inflexível, se ao pai que tentava passar despercebido, mas sempre presente nas queixas da mãe.

E acabei achando que à mãe só devia respeito e gratidão, que ali não havia espaço para amenidades, para os supérfluos e os gestos de carinho.

Foi, pois, motivo de surpresa e encantamento o par de brinquinhos que minha mãe me deu naquele aniversário. Eles eram miúdos, feitos de ouro polido e martelado, em forma de caixinha redonda, com uma pequena pedra vermelha.

Eu não me cansava de olhar para eles. E entendi que, por trás e apesar das contas no armazém e da lida no tanque e no fogão de lenha, ainda havia espaço no coração de Mamãe para a poesia de uns brinquinhos comprados a prestação.