Nome: A vida invisível de Eurídice Gusmão |
Registro do encontro elaborado por Masumi. Vejam aqui o texto completo referente ao relato da reunião de 6/10/2016.
Ao apresentar o livro “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, Terezinha Accioly , aniversariante do mês, discorreu sobre a biografia da escritora e sobre o resumo do romance.
Andyara expôs fotos do Rio de Janeiro nos anos de 1920,1940 e 1960, épocas em que se passaram os acontecimentos do livro.
Vera Correia falou sobre todos os tipos de violência perpetrados contra a mulher em todas as classes e idades, segundo dados da Anistia Internacional (violencia-contra-mulher).
Em prosseguimento à reunião, passou-se à Roda de Fogo, quando as leitoras expuseram suas opiniões sobre a receptividade do livro, sendo positiva em sua maioria, e sobre os vários tipos de reação da mulher diante do comportamento masculino, no passado e no momento atual.
Apresentação do livro em Power Point. livros-e-raquetes-06outubro2016_final
Suely fez o registro dos melhores momentos. Vejam as fotos de nosso encontro.
‘A vida invisível de Eurídice Gusmão’ vence mostra Um Certo Olhar em Cannes
Adendo abril/2023:
No debate sobre o livro “A vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha, achei muito interessante as colocações sobre a condição da mulher no contexto histórico-cultural da época, comparada a que vivemos nos dias de hoje. Muitas deram depoimentos atestando que as dificuldades enfrentadas pela “Eurídice” também existiram em suas vidas. Mas, e quanto ao nosso momento atual? Quando a mulher já conseguiu ampliar os seus horizontes para além dos limites do “lar” e está inserida no mercado de trabalho e na produção de conhecimento? Quando vemos mulheres se destacando e ocupando postos de comando em empresas e na política?
Em minha avaliação predominou no grupo o pensamento de que ainda somos alvo de preconceitos e discriminações. Mas, fomos além da constatação. Achei enriquecedoras as várias análises feitas no sentido de nos aprofundarmos nas causas e circunstâncias dessa relação de gênero tão complicada e injusta!
Alguns tópicos levantados pelas participantes da “roda de fogo”:
– a questão da classe social e da raça influenciando: estamos numa posição confortável em relação a uma mulher pobre e negra, por exemplo;
– a importância de considerarmos que o contexto cultural tem grande influência, mas também é importante a trajetória pessoal com os fatores de abertura ou de limitação a partir da influência dos pais e de outras figuras de identificação;
– a necessidade de sairmos de uma posição queixosa e vitimizada e pensarmos em que medida também contribuímos para essa situação ao criamos diferentemente os filhos e as filhas sem nos darmos conta de que estamos contribuindo para a perpetuação do preconceito e da dificuldade da divisão do trabalho na casa e nos cuidados com os filhos;
– a importância de não ficarmos numa posição raivosa e maniqueísta onde tudo de bom está com a mulher, ficando os homens como os vilões da história. Em vez disso pensarmos em ações afirmativas de enfrentamento e de não aceitação da desvalorização. Lembrando, como foi trazido pela Vera, que as manifestações da violência contra as mulheres vão desde a agressão física até formas mais sutis, igualmente violentas.
Para contribuir com esse debate, sugiro a leitura do texto – “Psicanálise e gênero nas relações amorosas na contemporaneidade”, da socióloga e psicanalista, Almira Rodrigues. Link para o artigo:https://www.evernote.com/l/AKRTAPblUi5Nd4vrmJfgXRVF1N0F_rZQsd4
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Ótimas colocações! Disse tudo da reunião.
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