O livro “O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”, de Ransom Riggs, é sucesso total entre pessoas de todas as idades, principalmente crianças e adolescentes. Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos, o livro teve também milhões de cópias vendidas em todo o mundo e foi traduzido para mais de 40 idiomas.
Tim Burton, diretor conhecido pela sua peculiar maneira de dirigir, só poderia ser aquele que traria o livro, também peculiar, às telas de cinema. Sem dar spoilers, o filme apresenta crianças com (super?) poderes, por isso chamadas de peculiares, que se unem contra o mal, interpretado pelos Etéreos. O filme é voltado ao público juvenil, porém nada impede que o expectador mais adulto reflita sobre a proposta. Naquela velha fórmula de bem X mal, Tim se sai muito bem com seu time de excelentes atores. O figurino, como de costume, segue interessante e faz uma excelente composição com o roteiro.
Seres com poderes unidos para o bem ou para o mal, cada um oferecendo à coletividade aquilo que lhe é possível dar, fez-me pensar sobre como cada um de nós, pessoas comuns, estamos servido ao todo com as nossas peculiaridades. Se (ainda) não possuímos super poderes, temos todos características inerentes; e porque não dizer que são únicas, pessoais e intransferíveis, que podem ser direcionadas às boas ou às más atitudes. Longe da perfeição; porque humanos, demasiados humanos (Salve Nietzsche!), podemos ser simplesmente bons, honestos e corretos ao direcionar nossas peculiaridades ao bem comum. A quem faça uso das suas para a corrupção, para os crimes hediondos, para os maus tratos e para outras tantas perversidades. Unamo-nos em peculiaridades do bem para sanar as peculiaridades do mal. É clichê, mas verdadeiro: a união do rebanho obriga o leão a deitar-se com fome (provérbio africano).
Valeu Andreia!!!!
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Muito bem, Andreia! Fiquei curiosa e pensativa!
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