No teu Deserto, de Miguel de Souza Tavares.
Trajeto dos viajantes e imagens do deserto de Saara.
Brechas para reflexões sobre a (in)finitude do espaço/tempo, sobre os sentidos de vazio/pleno e sobre a transitoriedade da natureza e da vida.
Além de uma viagem introspectiva, a leitura desse livro também me estimulou a conhecer mais sobre a origem do deserto de Saara, a floresta que lá já existiu, os países que o constituem, a historia dos tuaregues e os conflitos da região.
Vejam o vídeo aqui.
O deserto de Saara é o segundo maior deserto do mundo com seus 9.065.000km2 de extensão. O maior é a Antártida. O Saara é formado por 11 países, e possui 2 milhões e meio de habitantes. A temperatura varia de – 5 ate +50. Uma mudança de poucos graus no eixo de rotação terrestre causou uma grande transformação climática gerando o Saara. Antes disso havia densas florestas.
Os Tuaregues, de raiz berbere, são os mais antigos habitantes do Saara. Praticam a religião Islâmica.Herdaram costumes e tradições muito antigos de tempos pre-islâmicos entre eles a liberdade feminina principalmente quando se refere a sexualidade. Misturam elementos do islamismos com crenças ancestrais relacionada com o jun, o espírito da natureza. No passado só as mulheres tuaregues sabiam escrever. Nesse grupo, as mulheres são valorizadas e pode ser delas a iniciativa do pedido de divórcio, caso se considerem maltratadas pelo marido.
Os tuaregues vivem dispersos enfrentando a repressão dos governantes, pois querem a independência. Recusam-se a a aceitar as fronteiras dos cinco estados estabelecidas em tempos coloniais em territórios que sempre lhe pertenceram . Foram expulsos da Argélia em 1986 e obrigados a sairem da líbia em 1990. Refugiaram-se no Niger e no Mali houve matanças e verdadeiros genocídios. Os separatistas tuaregues querem a criação de um novo pais e a região vive em guerra favorecendo a entrada da Al- Qaeda . Em 2015 os principais grupos rebeldes tuaregues da região do norte de Mali representada pela coordenação dos movimentos Azawad conseguiram um acordo de paz considerado histórico com o governo do pais africano. Entretanto a zona continua conturbada, com a presença de grupos radicais fazendo com que os habitantes procurem abrigo nos estados vizinhos.


Gostei muito de ver essas imagens e os dados sobre o cenário do livro.
Parabéns, Teresa Lírio!
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