Coragem de ser mulher, de Sôniahelena

Coragem de ser mulher

numa terra que é dos homens

é saber abrir espaços,

é poder se arriscar.

Coragem de, sendo caça,

ir em frente e desafiar

tabus, preconceitos, culturas,

conquistando seu lugar.

Coragem de ser mulher

numa terra masculina

é assumir ter mil faces.

Ser triste para cantar

e meiga para sorrir.

Ser terna para envolver,

ser forte para chorar.

Atrevida e negacear,

submissa ao discordar.

Ser lúcida pra decidir,

ser livre para avançar.

Coragem de ser mulher

numa terra de varões

exige se atrever

ou até se desnudar

e, no entanto, com o querer,

conseguir se preservar.

Coragem de repartir,

coragem de recusar.

Coragem de se integrar,

coragem de competir

sem precisar disputar.

Coragem de ser mulher,

coragem de indagar.

Coragem de investir

no mundo, na vida, nos homens.

Coragem de acreditar,

coragem de compartir,

coragem de conquistar.

Coragem de se guardar

e também se insinuar.

Coragem de seduzir,

coragem até de amar.

No teu deserto, Miguel de Souza Tavares – 10/11/2016

no-teu-deserto

 

Nome: No teu deserto
Autor: Miguel Sousa Tavares
Ano: 2009
Data do encontro: 10/11/2016
Apresentação: Grupo do Blog

Considerando que o autor, Miguel de Sousa Tavares,  já havia sido apresentado por Regina e Vera Malta  em sete de agosto de 2014,  por ocasião do debate em torno do livro Madrugada Suja, o grupo do blog iniciou o debate do livro “No Teu Deserto”  pela  “roda de fogo” com a palavra circulando  entre todas as participantes.

Quem tiver  interesse em relembrar a pesquisa sobre o autor feita em 2014,  clique aqui.

Masumi fez o registro completo de reunião de dez de  novembro, com as todas as deliberações.  Leia clicando aqui.

Transcrevendo parte do Registro de Masumi:

“Algumas pessoas expressaram sua opinião sobre o lado poético da viagem no deserto, destacando os aspectos da solidão, do silêncio e da paisagem.

Outras opiniões sobre o livro foram a respeito de um roteiro estritamente descritivo sobre a viagem e os obstáculos surgidos.

Teresa Lirio fez comentários sobre a rota seguida pelo autor, apresentando fotos das cidades e do mapa da região. ”

O vídeo apresentado por Teresa bem como dados sobre o deserto de Saara encontram-se disponível em postagem nesse site. Veja aqui.

Nossa fotógrafa, Sueli Carneiro nos enviou as fotos.   Vera Correa também contribuiu para o registro de mais esse agradável encontro! Vejam em nossa galeria !

REUNIÃO DO DIA 10/11/2016

LIVRO: No teu Deserto

Presentes:Andréia Cordeiro, Sonia Helena, Rosete, Bia Dornelles,  Teresinha Accioly, Vera Correia, Mazé, Karla, Andyara, Marília, Sueli, Teresa Lirio, Maria Célia e Masumi.

Iniciando às 18.47, Rosete apresentou o projeto da reunião de encerramento do ano, a ser realizada no dia 08/12, quinta feira. Seriam convidados jovens do Clube do Choro, alunos da Escola de Música de Brasilia, os quais tocariam obras de Chiquinha Gonzaga,Jacó do Bandolim, Ernesto Nazaré, Pixinguinha e Valdir Azevedo. De acordo com esses compositores, Vera Correia faria a ligação entre a música e a literatura brasileiras. Com esta finalidade, Rosete enviará uma carta ao vice-Diretor de Tênis Gilson Luz solicitando patrocínio para os músicos (850 reais) e um coquetel para os convidados, ao mesmo tempo em que sugere a venda de tickets para uma platéia de 80 pessoas.

Andyara propôs a votação da questão anteriormente discutida sobre a não repetição de autores. Algumas pessoas defenderam a não repetição para termos a oportunidade de conhecer outros autores. Contudo outras pessoas não vêem impedimento em repetir autores que mereçam ser lidos. Colocada em votação, ficou decidida a liberdade de se repetir os autores que vierem a ser escolhidos democraticamente nas votações.

Andyara reafirmou que o prazo de votação deve ser obedecido e que quem indica o livro também deve votar.

Ficou constatado o recorde de votação neste mês: 23 votos. Após a leitura dos resumos dos três livros mais votados: O Homem que Amava os Cachorros (9 votos), Americanah (5 votos) e O Amante Japonês (5 votos),  venceu este último.

Próxima reunião: 02/02/2017

Livro: O Amante Japonës, de Isabel Allende.

Aniversariantes: Marília Leão, Andyara, Andréia Cordeiro e Teresa Lírio.

Roda de Fogo – Algumas pessoas expressaram sua opinião sobre o lado poético da viagem no deserto, destacando os aspectos da solidão, do silêncio e da paisagem.

Outras opiniões sobre o livro foram a respeito de um roteiro estritamente descrito sobre a viagem e os obstáculos surgidos.

Teresa Lirio fez comentários sobre a rota seguida pelo autor, apresentando fotos das cidades e do mapa da região.

Sonia Helena convidou todas para uma palestra que proferirá sobre Cora Coralina, sobre a qual enviará os detalhes mais tarde.

O lanche foi oferecido pelo grupo das Administradoras do Blog.

 

 

 

 

 

 

 

No teu Deserto – viajando com os viajantes – contribuição de Teresa lírio

No teu Deserto,  de Miguel de Souza Tavares.

Trajeto dos viajantes e  imagens do deserto de Saara.

Brechas para reflexões sobre a (in)finitude  do espaço/tempo,  sobre os sentidos de vazio/pleno e sobre a transitoriedade da natureza e da vida.

Além de  uma viagem introspectiva, a leitura desse livro também me estimulou a conhecer mais sobre a origem do deserto de Saara, a floresta que lá já existiu, os países que o constituem,   a historia dos tuaregues e  os conflitos da região.

Vejam o vídeo  aqui.

O deserto  de Saara é o  segundo maior deserto do mundo com seus  9.065.000km2  de extensão.  O maior é a Antártida. O Saara é formado  por 11 países, e possui 2 milhões e meio de habitantes. A temperatura varia de – 5 ate +50. Uma mudança de poucos graus no eixo de rotação  terrestre causou uma grande transformação climática gerando o Saara. Antes disso havia densas florestas.
  Os Tuaregues, de raiz berbere,  são os mais antigos  habitantes do Saara. Praticam a religião Islâmica.Herdaram costumes e tradições muito antigos de tempos pre-islâmicos entre eles a liberdade feminina principalmente quando se refere a sexualidade. Misturam elementos do  islamismos com  crenças ancestrais relacionada com o jun, o espírito da natureza.  No passado só as mulheres tuaregues sabiam escrever. Nesse grupo, as mulheres são valorizadas  e pode ser delas a iniciativa do pedido de divórcio, caso se considerem maltratadas pelo marido.

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