O lar das crianças peculiares.

O livro “O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”, de Ransom Riggs,  é sucesso total entre pessoas de todas as idades, principalmente crianças e adolescentes. Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos, o livro teve também milhões de cópias vendidas em todo o mundo e foi traduzido para mais de 40 idiomas.

Tim Burton, diretor conhecido pela sua peculiar maneira de dirigir, só poderia ser aquele que traria o livro, também peculiar, às telas de cinema. Sem dar spoilers, o filme apresenta crianças com (super?) poderes, por isso chamadas de peculiares, que se unem contra o mal, interpretado pelos Etéreos. O filme é voltado ao público juvenil, porém nada impede que o expectador mais adulto reflita sobre a proposta. Naquela velha fórmula de bem X mal, Tim se sai muito bem com seu time de excelentes atores. O figurino, como de costume, segue interessante e faz uma excelente composição com o roteiro.

Seres com poderes unidos para o bem ou para o mal, cada um oferecendo à coletividade aquilo que lhe é possível dar, fez-me pensar sobre como cada um de nós, pessoas comuns, estamos servido ao todo com as nossas peculiaridades. Se (ainda) não possuímos super poderes, temos todos características inerentes; e porque não dizer que são únicas, pessoais e intransferíveis, que podem ser direcionadas às boas ou às más atitudes. Longe da perfeição; porque humanos, demasiados humanos (Salve Nietzsche!), podemos ser simplesmente bons, honestos e corretos ao direcionar nossas peculiaridades ao bem comum. A quem faça uso das suas para a corrupção, para os crimes hediondos, para os maus tratos e para outras tantas perversidades. Unamo-nos em peculiaridades do bem para sanar as peculiaridades do mal. É clichê, mas verdadeiro: a união do rebanho obriga o leão a deitar-se com fome (provérbio africano).

Veja aqui o trailer do filme.

Bob Dylan é o prémio Nobel de literatura 2016 / Notícia enviada por Vera Malta.

Adorei a notícia 👏👏👏🎉🎉

CULTURA

Bob Dylan é o Prêmio Nobel de Literatura de 2016Compositor é o primeiro norte-americano a levar o Prêmio desde Toni Morrison, em 199312

O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2016 | 08h05

Bob Dylan é o Prêmio Nobel de Literatura de 2016. O anúncio foi feito na sede da Academia Sueca, em Estocolmo, na manhã desta quinta-feira, 13. O prêmio lhe foi entregue por “ter criado novas expressões poéticas na grande tradição da canção Americana”.

Notícias relacionadas
O compositor é o primeiro norte-americano a levar o Nobel desde Toni Morrison, em 1993.

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REUNIÃO: A VIDA INVISIVEL DE EURIDICE GUSMÃO

DATA: 06/10/2016

Livro: A VIDA INVISIVEL DE EURIDICE GUSMÃO, DE MARTHA BATALHA.

PRESENÇA: 19 pessoas.

Ãs 18.35, dando inicio à reunião, Andiara apresentou os livros mais votados: “No Teu Deserto”, com 6 votos; “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, com 5 votos e “Uma Praça em Antuérpia”, com 3 votos.

“No Teu Deserto”, de Miguel Tavares, recebeu 9 votos.

Data da próxima reunião: 10 de novembro, quinta feira.

Sendo constatado que não há aniversariantes no mês de novembro, ficou decidido que o grupo das administradoras ficará responsável pela reunião.

Foram distribuídos convites para palestras do escritor Ricardo Ferrer, cujo tema é “Descubra o escritor dentro de você”.

Ao apresentar o livro “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, Terezinha Accioly , aniversariante do mês, discorreu sobre a biografia da escritora e sobre o resumo do romance.

Andyara expôs fotos do Rio de Janeiro nos anos de 1920,1940 e 1960, épocas em que se passaram os acontecimentos do livro.

Vera Correia falou sobre todos os tipos de violência perpetrados contra a mulher em todas as classes e idades, segundo dados da Anistia Internacional (poster).

Em prosseguimento à reunião, passou-se à Roda de Fogo, quando as leitoras expuseram suas opiniões sobre a receptividade do livro, sendo positiva em sua maioria, e sobre os vários tipos de reação da mulher diante do comportamento masculino, no passado e no momento atual.

Lanche.

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A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha

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Nome: A vida invisível de Eurídice Gusmão
Autor: Martha Batalha
Ano: 2016
Data do encontro: 06/10/2016
Apresentação por: Teresinha Acioly

Registro do encontro elaborado por Masumi. Vejam aqui o texto completo referente ao relato da reunião de 6/10/2016.

Ao apresentar o livro “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, Terezinha Accioly , aniversariante do mês, discorreu sobre a biografia da escritora e sobre o resumo do romance.

Andyara expôs fotos do Rio de Janeiro nos anos de 1920,1940 e 1960, épocas em que se passaram os acontecimentos do livro.

Vera Correia falou sobre todos os tipos de violência perpetrados contra a mulher em todas as classes e idades, segundo dados da Anistia Internacional (violencia-contra-mulher).

Em prosseguimento à reunião, passou-se à Roda de Fogo, quando as leitoras expuseram suas opiniões sobre a receptividade do livro, sendo positiva em sua maioria, e sobre os vários tipos de reação da mulher diante do comportamento masculino, no passado e no momento atual.

Apresentação do livro em Power Point. livros-e-raquetes-06outubro2016_final

Suely fez o registro dos melhores momentos. Vejam as fotos de nosso encontro.

Adendos  maio/2019:
https://www.artescetera.com.br/cinema/a-vida-invisivel-de-euridice-gusmao-tem-estreia-no-festival-de-cannes/?fbclid=IwAR1Kg0yGQUDnpgP9pM6uRLmX1MNJGlLU1OlHTXFNQkrAmz72lta4BNYpSlM

‘A vida invisível de Eurídice Gusmão’ vence mostra Um Certo Olhar em Cannes

https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/05/24/a-vida-invisivel-de-euridice-gusmao-vence-mostra-um-certo-olhar-em-cannes.ghtml?fbclid=IwAR1YF4VLZ4Xis_cKo6d66-ginE4cyMJJAdbXjLQicb5khpVNL-OlSz75qQg

Adendo abril/2023:

Lançamento do livro: Chuva de Papel

Faz cinco anos que estive no Porto, por Vera Correa

 

Faz cinco anos que estive no Porto

Recente viagem da Andreia me trouxe  lembranças de lá.

E me recordei também que, quando lemos Os Catadores de Conchas, de R. Pilcher, as apresentadoras Karla e Zezé pediram que levássemos registro de nossas heranças familiares, materiais ou imateriais.

Na ocasião, li o trecho final desta crônica:
http://primeirafonte.blogspot.com.br/2011/07/84-charing-cross-diario-de-bordo-porto.html?m=1

 

Além da Liberdade

Em tempos de intolerância política, de excessos de convicções sem provas e de provas sem convicções; este filme de 2012, que pode ser visto no Netflix, mostra como a suavidade unida à segurança, a ternura à força, o amor à tolerância, podem fazer que uma sociedade regida por um regime militar evolua à democracia.

Ao custo de sua liberdade, Aung San Suu Kyi, por Michelle Yeoh, e da convivência com a sua família, o marido Michael Aris , por David Thewlis, e os dois filhos, Kim, por Jonathan Raggett, e Alex, por Jonathan Woodhouse; Suu ao retornar, da Inglaterra, ao seu país de origem, Birmânia, ela encontra uma sociedade atolada em chacinas comandadas por oficiais contra todos que contestam o governo, prisões de civis mantidos em condições degradantes, dentre tudo mais de humilhante que permeia um governo eminentemente militar. Líderes locais a procuram para que ela lidere o movimento pela implementação da democracia e ela aceita ao custo de sua liberdade já que passa 15 anos em prisão domiciliar.

Com suavidade, leveza, segurança, força e ternura, Suu nos ensina que violência e intolerância se reproduzidas não cessarão jamais. Inclusive, suas posturas de não-violência são determinantes para que seja vencedora do prêmio Nobel da Paz em 1991. Hoje, atua como 1ª Conselheira de Estado de Myanmar (ex-Birmânia).

Em meio a tantas intolerâncias, este filme nos traz esperança! O poder do feminino sendo transformador de uma sociedade masculinamente adoecida.

Ficha técnica:

Direção: Luc Besson
Elenco: Michelle Yeoh, David Thewlis, Benedict Wong e outros
Gênero: Biografia, Drama
Nacionalidades: França, Reino unido

 

Update: Na coluna de hoje, 18/09, Leandro Karnal discorre sobre a gentileza e do quanto ela é necessária para uma sociedade: http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,gentileza-gera-gentileza,10000076501

A Balada de Adam Henry, de Ian McEwan – Contribuição da Rosete sobre questões médicas e religiosas.

Um dos casos julgados por Fiona foi a autorização do uso de transfusão de sangue para Adam Henry , adolescente de 17 anos, portador de leucemia aguda pós o uso de quimioterapia. A família , seguidores de Testemunhas de Jeová , e o próprio paciente não aceitam o uso da transfusão pois . Os médicos pedem para que Adam seja transfundido ,pois corre risco de morte. A decisão de Fiona foi favorável aos médicos e permitiu o uso de transfusão sanguínea . Concordei 100% com a decisão dela pois: 1- do ponto de vista religioso todos os versículos da Bíblia estudados pelos próprios bispos dos Testemunhas de Jeová usam a palavra comer sangue , o que pode nos rememorar de atos de canibalismos de povos do antigo testamento. O poder que o Sangue para eles é como se no sangue estivesse a nossa alma ou o nosso cerne , o que sabemos atualmente é que as transfusões de sangue regulam a nossa quantidade de líquido e a capacidade de transportar oxigênio pela quantidade de ferro que nos é injetada. 2- do ponto de vista médico o tratamento de uma leucemia do adulto com quimioterápicos potentes está totalmente associada ao uso de antibióticos e compostos sanguíneos sejam eles glóbulos vermelhos, brancos ou plaquetas. Não há como tratar este paciente se não puder fazer uso de um ou de outro. No caso do paciente ou parentes se negarem ao uso deles, cabe então aos médicos a decisão de não tratá-lo .