A Morte de Ivan Ilitch

 

 

 

Nome: A Morte de Ivan Ilitch
Autor: Lev Tolstói
Tradução: Boris Schaiderman
Ano: 1886
Data do encontro: 01/06/2017
Apresentação por: Márcia Amorim, Renilda e Cris Monclaro

Um pequeno resumo da história da Rússia na época em que foi escrito o livro podemos ver no video abaixo:
https://vimeo.com/user55719366/review/314064326/10eba05fa4

Fotos de Regina Moura na casa de Tolstoi:

Para ver as fotos do encontro:https://livroseraquetes.wordpress.com/2017/06/07/a-morte-de-ivan-ilitch-fotos-do-encontro/

 

Incidente em Antares: Aspectos Literários

 

Por Vera Correa

MODERNISMO

O Modernismo foi um movimento cultural, artístico e literário da primeira metade do século XX.
Na literatura brasileira, teve como marco inicial a Semana de Arte Moderna, em 1922, marcado pela efervescência de novas ideias e modelos.
O Modernismo surge num momento de insatisfação política no Brasil, com reflexo no campo das artes, daí a motivação para romper com o tradicionalismo.

Características do Modernismo

  • Libertação estética.
  • Ruptura com o tradicionalismo.
  • Experimentações artísticas.
  • Liberdade formal (versos livres, abandono das formas fixas, ausência de pontuação).
  • Linguagem com humor.
  • Valorização do cotidiano.

Fases do Modernismo

Primeira Fase do Modernismo (1922-1930)

Conhecida como a “Fase Heróica”, radical, publicação de revistas e manifestos e formação de grupos.

Segunda Fase do Modernismo (1930-1945)

Chamada de “Fase de Consolidação”, momento caracterizado por temáticas nacionalistas e regionalistas com predomínio da prosa de ficção.

É um momento de amadurecimento.

Terceira Fase do Modernismo (1945- 1980) ou até os dias atuais.

Diversidade: prosa urbana, regionalista, intimista.

 

PRINCIPAIS AUTORES

  • Oswald de Andrade (1890-1954)
  • Mário de Andrade (1893-1945)
  • Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
  • Rachel de Queiroz (1902-2003)
  • Jorge Amado (1912-2001)
  • Erico Verissimo (1905-1975)
  • Graciliano Ramos (1892-1953)
  • Vinícius de Moraes (1913-1980)
  • Cecília Meireles (1901-1964)
  • João Cabral de Melo Neto (1920-1999)
  • Clarice Lispector (1920-1977)
  • Guimarães Rosa (1908-1967)

 

ERICO VERISSIMO: FASES LITERÁRIAS

Romance Urbano

Retrato da vida da pequena burguesia por meio de uma visão lírica, crítica, com linguagem tradicional e otimismo. As principais obras desta época são “Caminhos Cruzados”, “Clarissa” e “Olhai os Lírios do Campo”.

Romance Histórico

Sua grande obra dessa fase, a trilogia “O Tempo e o Vento”, retratou duzentos anos de formação do Rio Grande do Sul.

Romance Político Os livros dessa fase retratam o período da ditadura militar, o autoritarismo e as violações dos direitos humanos. As obras destaque são “O Senhor Embaixador” e “Incidente em Antares”.

 

INCIDENTE EM ANTARES

De 1971, último romance de Erico Verissimo.  Modernista.  Claramente político. Panorama sócio-político do Brasil contemporâneo.

Foco narrativo
Terceira pessoa, narrador onisciente e onipresente. Porém há intercalação de outros supostos narradores.  Simulação de transcrições de pseudo-autores.

Linguagem/Estilo
Mescla de ficção e história. Sarcasmo, espírito crítico, ironia,  caricatura de pessoas e instituições. Criação de termos com radicais gregos e latinos. Erudição – citações e referências. Poucos regionalismos.
Referência a teatro clássico. “A sátira menipéia é um gênero literário surgido ainda na Roma antiga, com autores como Luciano de Samósata (125-181). Alguns dos traços fundamentais da sátira menipéia são: o humor, a presença de mortos que se dirigem aos vivos, o tom filosofante e mudanças constantes de tom narrativo.” Coro.

Aspectos temáticos
Políticos – narrativa de mais de 100 anos. Nacionalismo, populismo, corrupção. Política desenvolvimentista, instalação do parque industrial.  Formação de classe operária, lutas por salários, organização sindical. Repressão. Ditadura. Tortura.
Sociológicos – Antares como símbolo da sociedade brasileira. Conservadorismo. Patriarcalismo. Machismo. Preconceito e desprezo pelos pobres e diferentes. Religião tradicional fazendo vista grossa para desmandos e injustiças. Moralidade de fachada. Mercantilismo da medicina.

Grupos de personagens

Classe abastada e conservadora. Mulheres submissas (maioria). Esquerdistas. Ralé. Favela.

 

Se quiseres saber mais sobre Incidente em Antares veja em:

http://www.passeiweb.com/estudos/livros/incidente_em_antares

http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/incidente-em-antares.html

O Fio da Vida – Contribuição de Mário C Correa

I Guerra Mundial 1914/1918

Conferência de Paz em Paris

Tratado de Versalhes

Salão dos Espelhos do Palácio de Versalhes – 28 jun 19

 A minha participação neste encontro será conversar um pouco sobre o Tratado de Versalhes.

O Tratado foi o documento elaborado pelos países em guerra combinando o seu final e quais seriam as obrigações que caberiam a cada Estado beligerante.

 Como se inicia e se encerra uma guerra

Um adágio diz que “todos sabem como começa uma discussão, mas ninguém sabe como ela vai acabar”. É o caso de uma guerra!

O seu início é:

– Declaração formal de Guerra motivada por interesses político-estratégicos e/ou econômicos (conquista de novos mercados, rotas comerciais, expansão territorial, busca de matérias primas, etc.)

Ela acaba quando:

– É feito um Acordo de Paz (quebra da vontade de lutar do adversário por falência de sua estrutura política e incapacidade de reação de suas forças militares).

Até hoje há países tecnicamente em guerra como as Coreias do Sul e do Norte, v.g.

O Tratado de Versalhes tratou disso.

Participantes

– Vencedores da I Guerra Mundial (Grã-Bretanha, França, Rússia, Itália, Japão e EUA) X Império Alemão, Império Austro-Húngaro, Império Otomano e Bulgária.

– Assinaram 32 nações. As principais foram:

Alemanha, Chanceler Hermann Müller;

França,1º Ministro Clemenceau;

Grã-Bretanha, 1º Ministro Lloyd George,

EUA, Presidente Woodrow Wilson

Falando um pouco de cada envolvido sem entrar em muitos detalhes:

Tríplice Aliança

– Império Alemão (Reich) – Nação proeminente, envolvia as demais por suas atitudes hegemônicas e expansionistas.

– Império Austro-húngaro – sob forte influência do Reich, pivô do início do conflito por ter seu herdeiro, Príncipe Francisco Ferdinando, sido assassinado na Sérvia.

– Itália – retira-se da Aliança, antes da guerra, por não concordar com a decisão do Império Austro-Húngaro de invadir a Sérvia.

Tríplice Entente

França – maiores prejudicadas, a França e a Bélgica, palcos das batalhas de Guerra de Trincheiras, tiveram o supremo desgaste humano, sua infraestrutura destruída e quase 2 dos 10 milhões de vidas perdidas entre militares e civis. Principal motivo pelo qual a França era menos complacente na formulação das imposições feitas pelo tratado aos derrotados. Escolheu o mesmo Palácio do Acordo de 1871 (Guerra Franco-Prussiana) quando a França teve que ceder a Alsacia e a Lorena para o Império Alemão.

– Império Britânico – vinha do período vitoriano para uma gestão menos progressista com Eduardo VII. As potências europeias primavam pelo rearmamento e a busca de novos mercados mundiais e matéria prima. Era latente o receio da competição desenvolvimentista com a Alemanha. O Reino Unido tinha o maior poder naval europeu e buscou acordos defensivos com a França, e a Rússia formando a Tríplice Entente.

Estados Unidos

Despontando como uma liderança mundial, os EUA mantiveram-se, enquanto puderam, em sua zona de conforto adotando uma política de “Portas Abertas”, priorizando seus interesses econômicos, mas favorecendo a Tríplice Entente.

Com a saída da Rússia do conflito, a possibilidade do avanço alemão sobre o território francês e o ataque alemão aos navios americanos, os EUA declararam guerra à Tríplice Aliança.

O papel do Presidente Woodrow Wilson para o final do conflito mundial – proposta dos “Quatorze Pontos”. Propunha as bases para a paz com a reorganização das relações internacionais ao fim da Primeira Guerra Mundial, e o pacto para a criação da Sociedade das Nações. Advogava uma “Paz sem Vencedores” com sanções mais amenas aos vencidos. A França foi irremediavelmente contra.

O Congresso americano não ratificou o Tratado de Versalhes e os EUA, posteriormente assinaram acordo em separado com a Alemanha.

Fim do Conflito Armado

Os seguintes acontecimentos aceleraram o encerramento da já longa guerra (1914/1918):

Entrada dos EUA na guerra; toda a potente indústria americana a favor e seu efetivo militar;

Saída da Rússia (Revolução Bolchevista de 17); forçou a decisão estratégica americana em participar do conflito;

Abandono do Kaiser e o controle dos militares; reconhecimento da incapacidade de permanecer combatendo o adversário;

Situação econômica frágil dos beligerantes e consequente instabilidade interna principalmente dos Impérios Centrais e o

Extremo sacrifício e perdas humanas.

Assim foi assinado o Armistício de Campiège, em 1918 firmando o fim do combate.

Principais condições impostas pelo Tratado de Versalhes

– Responsabilidade única da Alemanha por todas as perdas e danos.

– Cessão territorial para vizinhos (França, Bélgica, Dinamarca, Polônia e Checoslováquia, entre outros) e perda de todas as colônias de além mar.

– Reparações de guerra (indenização de 33 Mi US$, ou 132 bilhões de marcos – cifras finais). Em 2010 foi paga a última parcela de 70 milhões de euros (R$ 162,6 milhões) encerrando uma história que durou quase 100 anos

– Manutenção da supremacia militar (Exército reduzido), exigência de governos democráticos com o banimento das tradicionais elites reais.

Ambiente pós-guerra

Como consequência:

– A República de Weimar surge pela entrega do poder da elite militar alemã ao Partido Democrata que assume os ônus de negociar a paz. Após período de instabilidade seguindo um curto período de relativa estabilidade, a crise econômica mundial (Crise de 1929) dá margem aos grupos insatisfeitos de encontrarem o melhor terreno para sua expansão e a possibilidade do crescimento do Partido Nazista.

– As imposições do tratado de Versalhes foram consideradas inaceitáveis (“Diktat”) pela direita alemã. O clima de fracasso e descontentamento do povo alemão e a humilhação contribuiu para a queda do governo em 1933 e ascensão do nazismo (Hitler) e criando condições para a eclosão da II GM

– Liga das Nações (abril de 1919 a 1946) precursora da ONU, foi criada no Tratado de Versalhes para arbitrar disputas internacionais e evitar futuras guerras. O sonho americano era a sua possibilidade de negociar Acordos de Paz entre seus participantes.

– Foi o fim da hegemonia do capitalismo e o início do socialismo sendo colocado em prática. Época de tensões sociais e políticas agravada com a ”Grande Depressão de 1929”.

E o Brasil?

– Mesmo sendo um País agrícola e pouco industrializado, foi o único representante latino-americano a entrar na I Guerra Mundial (Declaração de Guerra em outubro de 1917).

– Participou das operações nas seguintes operações:

– patrulha naval das costas brasileiras;

– ao integrar uma missão médica no Teatro de Operações europeu;

– ao enviar aviadores da Marinha e do Exército, junto à Força Aérea Real Britânica;

– integrando uma Esquadra Naval de patrulha no Mediterrâneo e,

– formando um contingente do Exército para atuar com o Exército francês.

– Em ressarcimento às suas perdas de guerra, obteve indenização pelo café perdido em embarcações afundadas e em armazéns em diversos portos marítimos e tomou posse de cerca de 70 navios alemães apreendidos em portos brasileiros.

– Com o encerramento da Guerra e o crescimento dos movimento sociais em voga no mundo, aqui também surgiram grupos e manifestações de inspirações diversas.

Para encerrar, como curiosidades:

– A família imperial brasileira, em exílio após a Proclamação da República, fato relativamente recente à época, pertencia à Casa de Habsburg, “Casa de Áustria”, família nobre europeia, cuja dinastia foi dissolvida após IGM. Maria Leopoldina, mãe de D Pedro II, pertencia a ela.

– A OIT foi criada como parte do Tratado de Versalhes no capítulo que tratava da Justiça Social. “Paz universal e permanente somente pode estar baseada na justiça social”. Getúlio Vargas aludiu ao Tratado para a criação da CLT.

– As guerras também trazem avanço tecnológico. A pesquisa de explosivos, armamentos, comunicações, melhores equipamentos médicos e meios mais eficientes de tratamento, resultaram em novos fertilizantes, aparelhos de Raio X portáteis, absorventes cirúrgicos, lâmpadas ultravioleta, melhoria da aviação e dos meios de comunicações e, infelizmente, também novos armamentos e gases mortais. Nesta semana mesmo, vimos nos diversos noticiários o uso do Sarin na Síria, gás letal proibido em tratados e convenções internacionais.

Mário C Corrêa

Brasília, 06 de abril de 2017

 

 

 

O Fio da Vida

 

 

 

 

 

Nome: O fio da vida
Autor: Kate Atkinson
Ano: 2014
Data do encontro: 06/04/2017
Apresentação por: Luciana e Rosete

 

Resumo por Masumi

Para ver a apresentação clique aqui
LIVRO O FIO DA VIDA – Kate Atkinson

Inicialmente, Luciana falou sobre o livro “O Fio da Vida”, de Kate Atkinson, escritora inglesa premiada. O romance se passa em várias épocas, desde o inicio da Primeira Guerra Mundial até depois da Segunda Guerra. Tem como temas os horrores das guerras, o destino, vida, morte, família, aborto, adultério, solidariedade, suicídio, doença mental etc. Além dos personagens principais há mais de cem personagens secundários no livro.

Mario fez um resumo das guerras mundiais, seus conflitos, suas causas e consequências, países aliados e inimigos. Falou sobre o Tratado de Versalhes e a influência de Hitler no mundo, especialmente nos aspectos sociais, econômicos e geográficos. Veja clicando aqui.

Rosete apresentou as criações surgidas na época do romance e a influência das guerras na área da saúde, tais como o surgimento da Gripe Espanhola, causada pelo vírus H1N1, que matou aproximadamente 100 milhões de pessoas, mais do que as guerras mundiais. Falou sobre as doenças mentais, esquizofrenia e distúrbio dissociativo de identidade.

Teresa Lírio discorreu sobre as emoções e sobre a sensibilidade da personagem Ursula.  Veja clicando aqui.

Para ver o resumo da reuniãohttps://livroseraquetes.wordpress.com/2017/04/21/2231/

As fotos de Vera Correa https://livroseraquetes.wordpress.com/2017/04/12/o-fio-da-vida-fotos-do-encontro-06042017/

 

Nina George por Maria Célia

Nina George, escritora, jornalista e professora, nasceu em 30 de agosto de 1973 (43 anos), em Bielefeld –  Alemanha).

Começou a trabalhar a partir dos 14 anos em vários estabelecimentos de alimentação

Em 1991, abandonou a escola antes de terminar o ensino médio.

Começou a escrever em 1993 como jornalista freelancer e colunista de revistas como a Cosmopolitan, Penthouse, TV Filme, Frau im Trend.

Escreve thrillers, romances, artigos, contos e crônicas.

É mais conhecida como autora de “A Livraria Mágica de Paris” (The Little Paris 33Bookshop), um best seller internacional que foi traduzido em 33 idiomas a partir de 2015 e foram vendidas mais de 500.000 cópias. Permaneceu mais de um ano nas listas de livros mais vendidos da Alemanha e foi best seller na Itália, na Polônia, na Holanda e nos Estados Unidos, figurando várias semanas na lista do New York Times. Foi classificado entre os dez melhores romances na lista da revista Spiegel.

É uma novela semi-autobiográfica escrita após a morte de seu pai.

A primeira publicação foi em alemão como “Das Lavendelzimmer” em 2 de maio de 2013.

Publicou 26 livros (romances, mistérios e não-ficção), mais de uma centena de contos e cerca de 600 colunas em jornais.

Trabalhou como repórter policial, colunista e editora-chefe de uma ampla gama de publicações, incluindo Hamburger Abendblatt, Die Welt, Der Hamburger, bem como TV Movie e Federwelt.

Nina George é casada com o escritor Jens J. Kramer e divide seu tempo entre Hamburgo e a Bretanha.

É membro, dentre outras associações:

– do PEN International (promove a literatura e sua liberdade de expressão. Abrange mais de 100 países. É uma organização não-política reconhecida pela UNESCO. É conselheira de assuntos relacionados com os direitos autorais.);

– da Das Syndikat (associação de autores de crimes de língua alemã);

– da Associação dos Autores Alemães (VS);

– da Associação de Autores de Hamburgo (HAV);

– da BücherFrauen (Women in Publishing);

– da IACW / AIEP Of Crime Writers;

– da GEDOK (Associação de artistas femininas na Alemanha), e

– do PRO QUOTE e Lean In.

Faz parte da diretoria do Conselho de Escritores e Tradutores dos Três Mares (TSWTC), cujos membros vêm de 16 países.
Em 2014, pronunciou o discurso de abertura em Berlim, na Conferência dos Escritores Alemães, para 140 escritores presentes.

Ela ensina a escrever na Literaturbüro Unna, Alsterdamm Kunstschule, Wilhelmsburger Honigfabrik, onde ela treina jovens, adultos e autores profissionais.

Ela se mudou para Concarneau, na França, onde agora mora com seu marido.

 

Livros como Nina George

2013 – A Livraria Mágica de Paris

2010 – O Jogador da Lua, Knaur- premiado com o Delia 2011 – prêmio literário para o melhor romance alemão do ano anterior pelos Amigos da Literatura

2008  -Como é o Inferno,

2005 – O Vocabulário dos Homens

2003  -O Caminho do Guerreiro

2003 – Jack, Rainha

2001 – Nenhum Sexo, Nenhuma Cerveja

 

Livros com o pseudônimo de Anne West – sobre questões de amor, sexualidade e erotismo

2009 –  O Que as Mulheres Sonham e Como Obtê-lo

2009  – Sexo para Esquiadores Avançados

2009 – Sentindo – o Sentimento

2009 – Sexo Absoluto

2007 – Deusas do Sexo Manual

2006 – Sexo de Um Dia

2006 – O Efeito de Venus

2004 – Histórias Sujas

2003 – Kamasutra Without Hernia, como co-autor.

Por que os Homens São tão Rápidos e as Mulheres só Fingem,

1998 – As Boas Meninas Fazem na cama – As Más, em Toda Parte.

 

Livro como Nina Kramer (seu nome de casada)

2008 – A Life Without Me – sobre a saúde reprodutiva das mulheres

 

Livros com o pseudônimo de Jean Bagnol – escreveu novelas policiais com seu marido

2015 – Comissário Mazan e o Anjo Cego

2013 – Comissário Mazan e os Herdeiros do Marquês

 

Em uma entrevista ela disse:

” Escrevo para entender melhor o que penso, para ver o mundo com mais clareza – e porque é como exprimo o meu desejo de criar, de mudar o mundo, o meu amor pela humanidade. Escrever para mim é uma maneira de me comunicar em todas as direções: comigo mesma e também com outras pessoas. É também traduzir as profundezas escuras da experiência humana em histórias para que outros possam aprender algo como tolerância e como se ver mais claramente.”

“É cada vez mais importante para os autores se envolverem nos dias de hoje. O movimento em direção ao conteúdo digital fez com que nosso trabalho perdesse valor. As taxas fixas, os contratos de compra total, a pirataria de livros eletrônicos e o preço de dumping levaram a sociedade a depreciar nossas conquistas, assim como o uso do nosso trabalho pelo Google Books e outros, o que é claramente ilegal de acordo com a legislação alemã. Não só a sociedade, mas também os políticos. As pessoas usam o nosso trabalho sem fornecer compensação adequada nem mesmo defender nossos direitos.”

“É por isso que estou lutando: impedir que nosso trabalho seja valorizado apenas com base no preço.”

Tel/fax 0049 3222 4277 353 – http://www.facebook.com/jeanbagnol

O Amante Japonês, Isabel Allende – Apresentação de Teresa Lirio

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Nome: O amante japonês
Autor: Isabel Allende
Ano: 2016
Data do encontro: 02/02/2017
Apresentação por: Marília, Andyara, Andreia e Teresa Lírio


Encontro de 2/02/2017

Para ver apresentação clique aqui:  O amante japonês

Protagonismo, Repetições e Transformações.

Sobre o livro O Amante Japonês, de Isabel Allende

Teresa Lirio


Em uma entrevista perguntaram a Isabel Allende de onde ela tirou força para escrever o seu livro Paula. Ela falou bastante da filha, de sua dor, do quanto se expôs no livro e disse que na verdade foi o inverso: escrever lhe deu forças.

Falando de seu processo criativo, disse ter muitas sementes, algumas florescem, outras não. Vai se interessando por histórias, ouvindo as pessoas, e de repente surge um encontro fértil entre o que ouviu com algo que tenha significado especial para ela. Daí nasce um novo livro.

Achei muita semelhança entre o seu processo criativo e o processo de produção dos sonhos. Somos todos escritores e cineastas. Na teoria psicanalítica, fantasias e angústias, enfim, conflitos, constituídos pelo desejo em seu enfrentamento com a realidade, são os protagonistas dos sonhos. O processo de elaboração onírica, transforma os conteúdos latentes em conteúdos manifestos, resultando na narrativa do sonho. Muitas vezes, um sonho é seguido por outro, aparentemente diferente, mas motivado por aspectos inconscientes semelhantes. Como se da primeira tentativa de elaboração resultasse uma aproximação maior com a dinâmica inconsciente, que vai insistindo e encontrando menos resistência em se expressar.

Nos sonhos, os aspectos inconscientes dão o tom do conteúdo latente, já nos escritos ou filmes, embora sempre possa haver algo inacessível, os fatores inspiradores podem ser do conhecimento do escritor.

No momento da escrita do Amante Japonês, Isabel estava as voltas com o envelhecimento, e, com muitas interrogações sobre o amor na maturidade, interessada em entender como o amor acaba, e, se pode haver paixão na velhice. Seu casamento havia acabado, estava muito carente e quis escrever uma história de  amor…

Escreveu uma estória com duas tramas que se cruzam. Um casal mais velho e outro mais jovem. Estórias separadas por décadas e por diferenças sócio/econômicas/culturais, mas com semelhanças significativas.

Que fatores comuns movem essas tramas? Quais os protagonistas? Alma e Ichimei? Alma Belasco e Irina Balizi?

Em 1939 – início da segunda Guerra – Alma Belasco foi mandada pelos pais para América devido ao perigo do nazismo e foi acolhida pelos tios em São Francisco.  Enamorou-se do filho do jardineiro, Ichimei Fukuda.  Irina também deixa sua cidade e sua família e sofre com a violência da guerra.

Os pais de Alma foram mortos pelo Nazismo. Irina também perdeu os pais, não por morte, mas pela perda da função de cuidadores e protetores. Também eles foram atingidos pela violência da guerra e pela miséria de vida que levavam e que os tornou embotados afetivamente. Ana foi protegida, Irina foi abusada, mas as duas conservaram a capacidade amorosa.

Nas duas histórias, temos o desafio de vencer a diferença socioeconômica. As duas têm seus segredos; aliás,  a autora diz que o segredo e o suspense são fundamentais, e que nessa estória todos tem os seus segredos.

Aparentemente Alma e Irina  vivem um amor impossível…. Alma consegue reverter essa impossibilidade por sua determinação e liberdade interior. Irina também tem seus recursos; sua força de vida fêz com que apesar de tudo o que sofreu, continuasse amorosa, alegre, curiosa, enfim cheia de vida e fosse a pessoa cativante por quem Seth se apaixonou.

Comparei essas duas histórias a sonhos de uma mesma noite, nos quais os temas da vida de Isabel Allende, os assuntos que importam a ela têm o protagonismo.  Diferentes narrativas, com os mesmos elementos motivacionais.

São histórias de superação, de valorização da tenacidade na luta contra a adversidade, contra os preconceitos, e contra a violência. Em entrevistas a autora expressa seu horror a impunidade, e conta de seu engajamento na luta pelos direitos das mulheres e pela afirmação da liberdade.

Aliás, todos esses valores já são antecipados na epígrafe em homenagem a Soror Juana de la Cruz.

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Soror Juana nasceu dia 12 de novembro do ano de 1651 na fazenda de San Miguel de Nepantla, próximo à cidade de Amecameca, filha de pai basco e mãe mexicana.

Transcrição de um trecho do texto de Roberto Pompeu de Toledo publicado no Site do Wellignton Farias

“Ela era bela e era freira. Inteligente e admirada. Ser bela e freira, eis uma combinação que intriga e encanta. Era requisitada e festejada, tinha amigos nos altos círculos e, além do mais, era poeta. Principalmente, era poeta. E não uma poeta qualquer, mas autora de uma obra que acabou por consagrá-la como um nome importante da literatura em língua espanhola. “Ouve-me com os olhos/já que estão tão distantes os ouvidos”, escreveu num poema a um amigo ausente. “Ouve-me surdo, pois me queixo muda. “ Ela amava os paradoxos, os jogos com as palavras e os conceitos, e tinha um domínio de virtuose sobre o ritmo da frase. A personagem em questão é sóror Juana Inés de la Cruz, figura importante da literatura do México, onde nasceu e viveu entre 1648 e 1695. Três séculos depois, outra figura importante da literatura do México, o poeta e ensaísta Octavio Paz, falecido em abril último, ganhador do Prêmio Nobel em 1990, fez dela o tema de um livro publicado no original em 1981 e agora lançado no Brasil, Sóror Juana Inés de la Cruz — As Armadilhas da Fé (tradução de Wladir Dupont; Siciliano; 709 páginas; 56 reais).

….

Da menina Juana Inés sabe-se pouco. Amava os livros e a certa altura acalentou o projeto de vestir-se de homem para credenciar-se ao privilégio masculino que era frequentar a universidade. Acabou num convento, o que configura a primeira das duas grandes interrogações de sua existência. Por que resolveu ser freira? Por que, sendo bela e evidenciando mais vocação para a vida social do que para a religiosa, se decidiu pelo convento? A segunda interrogação tem origem lá bem adiante, quando, escritora aclamada em todo o mundo hispânico, decide não mais escrever e entrega-se inteiramente à reserva da vida religiosa. Por quê? Em torno dessas duas interrogações, Octavio Paz constrói seu livro”.

 Livro de Octávio Paz

Ao Introduzir o Romance O Amante Japonês com essa epígrafe, trazendo para a cena Soror Juana, Isabel já nos antecipa que seu livro tratará da luta para vencer a opressão e o preconceito, e do direito a buscar a liberdade e a felicidade.

Além de levar essa luta tocando as pessoas com os seus personagens e histórias, Isabel Allende também criou uma fundação com o objetivo de sustentar financeiramente projetos ao redor do mundo que promovam o empoderamento das mulheres, especialmente pela educação.

Isabel também lutou e venceu condições adversas para se tornar a grande  escritora e a encantadora mulher que hoje conhecemos.


Veja as fotos do encontro aqui:

https://livroseraquetes.wordpress.com/2017/02/02/fotos-do-encontro-do-dia-02022017/

 

A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha

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Nome: A vida invisível de Eurídice Gusmão
Autor: Martha Batalha
Ano: 2016
Data do encontro: 06/10/2016
Apresentação por: Teresinha Acioly

Registro do encontro elaborado por Masumi. Vejam aqui o texto completo referente ao relato da reunião de 6/10/2016.

Ao apresentar o livro “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, Terezinha Accioly , aniversariante do mês, discorreu sobre a biografia da escritora e sobre o resumo do romance.

Andyara expôs fotos do Rio de Janeiro nos anos de 1920,1940 e 1960, épocas em que se passaram os acontecimentos do livro.

Vera Correia falou sobre todos os tipos de violência perpetrados contra a mulher em todas as classes e idades, segundo dados da Anistia Internacional (violencia-contra-mulher).

Em prosseguimento à reunião, passou-se à Roda de Fogo, quando as leitoras expuseram suas opiniões sobre a receptividade do livro, sendo positiva em sua maioria, e sobre os vários tipos de reação da mulher diante do comportamento masculino, no passado e no momento atual.

Apresentação do livro em Power Point. livros-e-raquetes-06outubro2016_final

Suely fez o registro dos melhores momentos. Vejam as fotos de nosso encontro.

Adendos  maio/2019:
https://www.artescetera.com.br/cinema/a-vida-invisivel-de-euridice-gusmao-tem-estreia-no-festival-de-cannes/?fbclid=IwAR1Kg0yGQUDnpgP9pM6uRLmX1MNJGlLU1OlHTXFNQkrAmz72lta4BNYpSlM

‘A vida invisível de Eurídice Gusmão’ vence mostra Um Certo Olhar em Cannes

https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/05/24/a-vida-invisivel-de-euridice-gusmao-vence-mostra-um-certo-olhar-em-cannes.ghtml?fbclid=IwAR1YF4VLZ4Xis_cKo6d66-ginE4cyMJJAdbXjLQicb5khpVNL-OlSz75qQg

Adendo abril/2023:

Lançamento do livro: Chuva de Papel