Trecho de “Solo de Clarineta”, de Érico Veríssimo.

Enviado por Vírginia.

“Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam “carneado”. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida? (…)
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.”
Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.

Março de 1960

Por Rosete Ramos de Carvalho

Me assustei Ao pisar no teu barro
Tudo vermelho e diferente dos pampas gaúchos

Me apavorei com o cheiro do teu piche
No outro dia era uma pista que me levava ao conhecimento

Me encantei com teu traçado de cidade
E aprendi que casas e ruas eram reconhecidas por letras e números

Me surpreendi com teu crescimento vertiginoso
Num dia eras vila no outro eras cidade

Me entreguei ao teu jeito reto de avenidas e curvo de saídas

Me apaixonei por ti Brasília dos anos 60
Me rendi a ti Brasília dos anos 90
Me incorporei a ti Brasília de 2020 .

Antonio

Nome: Antonio
Autor: Beatriz Bracher
Ano: 2007
Data do encontro: 05/03/2020
Apresentação por: Maria Célia

Por Inocência

A reunião do dia. sobre o livro Antonio, de Beatriz Bracher, contou com a presença de: Andyara, Teresa Lirio, Marilena, Marília, Terezinha Acioly, Maria Célia e Inocência.

Foi relembrada a data da próxima reunião que será dia 2 de abril.

Em seguida passou-se à votação da próxima obra que será lida. A obra vencedora foi Um hotel na Esquina do Tempo, de Jamie Ford.

Logo após, Andyara pediu a palavra para colocar em pauta a discussão para se saber o motivo de a frequência estar tão baixa. Ventilou-se a hipótese de ser o motivo relacionado às obras escolhidas que, talvez, não tenham despertado interesse nas leitoras. Outro ponto em defesa da baixa frequência foi o fato de ser período de férias. Não se chegou à conclusão, mas restou o incentivo para mais pessoas apresentem sugestão de leitura.
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O Apanhador no Campo de Centeio

 

 

 

 

Nome: O Apanhador no Campo de Centeio
Autor: J.D. Salinger
Ano: 1946
Tradução: Caetano W. Galindo
Data do encontro: 06/02/2020
Apresentação por: Andyara, Inocência, Marília e Teresa Lírio

Por Vera Correa

Apresentação do livro

. Inocência apresentou dados biográficos do autor, complementados por levantamentos feitos por outras leitoras, tal o interesse despertado pela vida e atitudes do J D Salinger. Para conferir clique no link O Apanhador no Campo de Centeio

. Teresa Lírio apresentou link de filme/documentário/entrevista com o autor J. D. Salinger https://www.youtube.com/watch?v=_JSFr7YdKLE

. Vera Correa apresentou artigos e considerações sobre o subgênero romance de formação. O ROMANCE DE FORMAÇÃO
A primeira tradução que é também do texto digital foi feita a seis mãos : Álvaro Alencar, Antônio Rocha e Jório Dauster.
Na nova edição, comemorativa dos aos 100 anos de nascimento de Salinger, a tradução é de Caetano W. Galindo.
Alguns links sobre a tradução:
https://www.google.com.br/amp/s/www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2019/06/apanhador-no-campo-de-centeio-que-ganha-nova-traducao-ajudou-a-criar-imagem-do-adolescente.shtml
https://todavialivros.com.br/visite-nossa-cozinha/o-apanhador-no-campo-de-centeio-carta-do-tradutor

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As Brasas

 

 

 

 

 


Nome:
As Brasas
Autor: Sándor Márai
Ano: 1942
Tradução: Rosa Freire D’Aguiar
Data do encontro: 05/12/2019
Apresentação por: Andyara, Conceição, Marilena e Rosete

Reunião comemorativa dos 7 anos do nosso grupo.

Rosete fez a apresentação do livro e seu contexto histórico. Também fez uma análise detalhada dos personagens e suas características e o quanto elas foram relevantes no desenrolar da trama. Para ver clique: Apresentação_As brasas_05.12.19

Marilena apresentou a biografia do autor e sua conturbada vida. Sándor Márai_ As Brasas

Andyara foi responsável pelos slides super elaborados que ilustraram a apresentação.

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