A Revolução dos Bichos

 

 

 

 

 

Nome: A Revolução dos Bichos
Autor: George Orwell
Tradução:   Heitor Aquino Ferreira
Ano: 1945
Data do encontro: 03/10/2019

Por Vera correa e Ana Brandalise

O livro agradou a todas. Para várias, foi uma releitura que trouxe lembranças da juventude e reflexões novas, suscitadas pelo atual momento.

CONTRIBUIÇÕES:
Regina Moura falou sobre o autor e fez algumas análises do livro. clique aqui para ver A revolução dos bichos- Regina Moura

Vera Correa apresentou um artigo acadêmico sobre a tradução. A REVOLUÇÃO DOS BICHOS, DE GEORGE ORWELL: TRADUÇÃO E MANIPULAÇÃO DURANTE A
DITADURA MILITAR NO BRASIL
“Uma tradução literal do título poderia ser algo como “Fazenda dos Animais”. Dessa maneira, percebemos que houve uma considerável modificação no título ao levá-lo para o contexto brasileiro. A escolha do título A Revolução dos Bichos demonstra, de maneira clara, a manipulação da verdadeira informação contida no texto. A utilização de “revolução” ao título acabou por dar ao mesmo um caráter político que não estava presente no original. Isso ocorreu devido ao fato de que, como mencionado nos capítulos anteriores, em 1964, data de publicação da primeira edição desse livro no Brasil, os militares estavam preocupados com os rumos que estavam sendo tomados pelos governantes e com o socialismo liderado pela Rússia,
que poderia ganhar força dentro do território nacional. Sendo assim, a palavra “revolução” adquiria uma certa relevância no cotidiano brasileiro. “

Clique para acessar o Christian.pdf

Vera também indicou um artigo muito interessante sobre o livro: https://www.google.com.br/amp/s/www.culturagenial.com/a-revolucao-dos-bichos/amp/ . Vale ressaltar no final do artigo as adaptações cinematográficas.

Ana Brandalise nos forneceu suas anotações sobre significado dos porcos, algumas influências do livro e os personagens. Para conferir:A revolução dos bichos

Fotos do encontro no link:A Revolução dos Bichos – Fotos do Encontro
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Academia

Por Inocência M. Mota

Sinceramente, fazer academia não me atrai. Ficar suando, levantando peso, chorar repetições não é, decididamente, cardápio que goste de consumir. Fazer coisas necessárias, embora não prazerosas, é um, entretanto já incorporado na minha vida.  Por isso, segunda, quarta e sexta lá estou numa sala repleta de malhadoras suando, e eu quase me arrebentando.

Posiciono-me bem atrás, inicialmente com o objetivo mesmo de me esconder. Hoje, a necessidade de me manter invisível desapareceu, mas o lugar cativo permanece.  De lá do meu quadrado, olhar as malhadoras é um estímulo.  Elas não são malhadoras, são malhadas. Todas com o corpo “tudo em cima”.

Observar aquele ballet é bom. Sincronia e determinação, embora umas carreguem dez quilos, outros se esforçam com apenas um.

Fundamentada em Lavoisier, vou copiando uma ou outra malhadora. Não sei olhar no espelho, mas isso é importante, algumas me asseveram. Cheguei à conclusão que sim, e resolvi aprender a enfrentá-lo.

Sobre o colchão, fazendo exercícios para glúteo e pernas, escolho “uma menina”, extraída de dentro do espelho, para acompanhar os movimentos. Pareceu-me que estava fazendo tudo certinho. Decidi segui-la.

Meus pensamentos, viajantes velozes e inconsequentes, vieram e me levaram dali. Quando voltei e encarei a malhadora que estava seguindo, observei que “a menina” fazia tudo errado, em grande afronta ao ballet orquestrado. Tenho que optar por outra, pois essa daí não dá não.

E, entre a alternância dos movimentos, tentando eleger quem eu deveria seguir, percebi para meu desencanto, que “a menina” que fazia tudo errado era nada mais nada menos do que EU MESMA.

Não ria. Essa escolha ocorreu apenas entre duas gotas de suor.

A Visita Cruel do Tempo

 

 

 

 

Nome: A Visita Cruel do Tempo
Autor: Jennifer Egan
Tradução:   Fernanda Abreu
Ano: 2012
Data do encontro: 05/09/2019
Apresentação por: Rosete e Andyara

Tivemos uma reunião muito animada discutindo o controverso livro “A Visita Cruel do Tempo”’.

Rosete fez uma apaixonada apresentação. Expos minuciosamente todos os detalhes e ligações entre os diversos personagens. Foi quase unanimidade que é um livro difícil e polêmico. Os argumentos da apresentadora nos ajudaram muito a compreender todas as aparentes descontinuidades. Houve consenso que após a apresentação surgiu um novo livro, mudando a a opinião negativa e merecendo uma nova leitura.
Parabéns, Rosete e Andyara!

Andyara foi responsável pela ótima apresentação dos slides projetados durante a explanação. Para ver a apresentação clique aqui: A visita cruel do tempo

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O Sentido de um Fim

 

 

 

 

Nome: O Sentido de um Fim
Autor: Julian Barnes
Tradução:   Lea Viveiros de Castro
Ano: 2011
Data do encontro: 01/08/2019

Por Vera correa e Ana Brandalise

Apesar dos questionamentos quanto ao enredo, quanto ao que teria ocorrido na trama do livro em discussão, parece ser consenso que o livro trata mesmo é da questão memória, de suas armadilhas, do tanto que a memória revela, esconde, protege, expõe. Todas ressaltaram a elegância da escrita, em consonância com o conteúdo.

CONTRIBUIÇÕES:
Veja aqui: O Sentido de um Fim por Rosete 
que nos enviou sua opinião e questionamentos por escrito.

Vera Correa nos falou sobre a tradutora clique aqui: Lea Viveiros de Castro
Também lembrou que falou sobre memorialística na apresentação de outro livro. confira aqui: https://livroseraquetes.wordpress.com/2013/08/16/o-arroz-de-palma/

Ana Lima nos trouxe a biografia de Julian Barnes  e também trechos retirados de algumas críticas e comentários encontrados na internet sobre o livro  O Sentido de um Fim por Ana Lima
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A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao

 

 

 

Nome: A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao
Autor: Junot Díaz
Tradução: Flávia Anderson
Ano: 2007
Data do encontro: 04/07/2019

 

As opiniões sobre o livro variaram bastante, trazendo cada vem mais compreensão da narrativa.

. Rosete enviou por escrito:
Adorei o livro !
1- revisão histórica da época de Trujillo e rivalidade RD e Haiti já marcam um livro escrito por um professor
2- sagas familiares sempre me encantam e apesar de não ser contada linearmente não me deixou confusa nunca
3- o drama de imigrantes , apesar dos jovens já terem nascido nos USA, concretiza o maior problema que é o de “não pertencer”
4 – o personagem que mais fala comigo é a Mãe e não Oscar
5- o modo de escrever curto e intercalado com palavras , ditados em espanhol com neologismos foram pontos altos do narrador
6- a grande busca de Oscar por um grande amor é comovente
7- a realização profissional do escritor sendo imigrante e a batalha dos personagens imigrantes comprova que um escritor pode sair da sua vida e dar vida maior aos seres imaginários
8 – como enquadrar todo o universo nerd , paixão com ficção científica com a irracionalidade da mitologia tipo “fuku” ?
9 – as denúncias de agressão sexual do autor comprovam para mim que não preciso gostar do autor e amar sua obra
Tinha muito para falar e gostaria de estar aí . Decididamente um dos grandes livros que li .

Vera Corrêa ressaltou o aspecto da linguagem usada e sua profunda adequação ao conteúdo.
Reconhecendo a enorme importância da tradução, trouxe as matérias a seguir:

Clique para acessar o 25340.PDF

http://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Semana-dos-Tradutores-Julia-Sanches

Virgínia nos mostrou as semelhanças do livro com a ópera Porgy and Bess de George Gershwin. Homem violento, mulher prostituta, protegida por um amor puro e frágil. Para saber mais clique aqui: porgy and bess
Também nos enviou suas anotações da leitura. Veja aqui:NOTAS SOBRE A FANTASTICA VIDA BREVE DE OSCAR-WAO

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